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Acordo da Vale não muda rumo da inflação, diz professor da FGV

O professor Salomão Quadros da Silva, coordenador de projetos da FGV-Ibre, acredita que o acordo fechado pela Vale do Rio Doce para aumento de 71,5% no preço do minério de ferro não vai alterar a trajetória da inflação. Ele explicou que no ano passado, enquanto o minério de ferro teve um aumento médio de 25%, o aço (que utiliza o minério como insumo) subiu em média 60%. Isso significa que a margem das siderúrgicas está bastante alta e pode absorver facilmente o aumento do minério.Segundo ele, mesmo que a siderurgia considere muito elevado o reajuste da matéria-prima, ela poderá fazer algum repasse de preços, "mas será muito inferior ao verificado no ano passado", afirmou o professor da FGV. Além disso, ressaltou Quadros, o repasse de preços da siderurgia para a indústria vai depender também da demanda, que poderá ou não superar a de 2004.Quadros disse ainda que mesmo que as siderúrgicas brasileiras decidam elevar os preços, terão de competir com os importados, já que o câmbio atual favorece as compras externas. "O efeito desse acordo sobre os preços será insignificante", reiterou.

Agencia Estado,

23 de fevereiro de 2005 | 14h10

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