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Acordo de Caoa com fundo abre caminho para venda do BVA

Credores aceitam oferta melhorada de Oliveira Andrade e solução para o caso depende agora de poucos investidores

LEANDRO MODÉ, ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2013 | 02h07

A assembleia de cotistas de um fundo com títulos do banco BVA terminou ontem com apoio à proposta do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, controlador do Grupo Caoa. Com isso, a chance de salvamento da instituição, que está sob intervenção do Banco Central (BC) desde 19 de outubro, aumentou substancialmente.

O Estado apurou que o último entrave à compra do banco pelo empresário é a resistência de um grupo de cerca de dez credores à oferta - que prevê o pagamento à vista de 35% do valor depositado e a possibilidade de reaver outros 35%, dependendo da recuperação dos créditos na carteira do BVA. Juntos, esses credores têm cerca de R$ 300 milhões.

"Depende dessas poucas pessoas uma solução menos dolorida para 5 mil investidores", afirmou o negociador de Oliveira Andrade, Eduardo Garcia, lembrando que a alternativa é o recebimento dos valores previstos em lei pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No caso de pessoas físicas, são R$ 70 mil por CPF. "Se esses credores não aceitarem as condições, o negócio não sai."

Diferentemente da reunião realizada na semana passada, no encontro de ontem o Grupo Caoa propôs pagar até 100% do valor contábil, em vez dos 35% anteriormente sugeridos. Na prática, essa mudança representou uma diferença que pode chegar a R$ 26 milhões, porque o papel em questão é um CDB de R$ 40 milhões.

Oliveira Andrade aceitou pagar à vista 35% do valor e ofereceu aos credores a possibilidade de mais 65%. Para isso, criará um fundo com créditos a receber do BVA. Os credores do fundo em questão terão cotas equivalentes aos 65% remanescentes. Isso não significa que eles receberão todo o valor, porque o pagamento adicional também está condicionado à recuperação dos empréstimos do banco.

O prazo original para a intervenção do BC terminava quinta-feira, mas foi prorrogado por mais três meses a pedido do Grupo Caoa.

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