Acordo de swap será assinado com a China, diz Mantega

Segundo o ministro, com isso, o país asiático poderia sacar até R$ 60 bilhões no BC brasileiro; o Brasil, em contrapartida, teria acesso a um montante equivalente na China

Glauber Gonçalves e Mariana Durão, da Agência Estado,

21 de junho de 2012 | 23h27

RIO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira que foi assinado um protocolo de intenções com a China de um mecanismo de swap de moeda local. Na prática, os países vão disponibilizar créditos recíprocos.

Segundo Mantega, com isso, a China poderia sacar até R$ 60 bilhões (US$ 30 bilhões) no Banco Central brasileiro. O Brasil, em contrapartida, teria acesso a um montante equivalente na China (190 bilhões de yuans). O acordo deve ser firmado "nas próximas semanas". Ele ressaltou que se trata de um acordo na área financeira, e não de comércio em moeda local.

O ministro explicou que o acordo vai estabelecer que os valores poderão ser traduzidos em dólares. "Na falta de financiamento internacional, haverá crédito recíproco para os dois países", declarou. Ele ressaltou que a medida reforça a situação financeira de ambos os países.

Ao anunciar o acordo entre Brasil e China, Mantega disse que os países estão estreitando os laços. "Brasil e China estão estreitando seu relacionamento e estamos sendo elevados a parceiros estratégicos globais", declarou.

Mantega disse ainda que o acordo será o primeiro passo para que se estabeleça uma cooperação financeira recíproca entre os Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul). "É como se tivéssemos uma reserva adicional de recursos em um momento em que a economia internacional está estressada", disse o ministro.

A possibilidade de um agravamento da crise internacional e um travamento do crédito para o comércio exterior, como em 2008 também foram citados pelo ministro, que justificou que com os swaps as economias dos Brics continuarão girando.

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