Acordo de transição seria positivo, avalia Morgan Stanley

O estrategista-sênior de renda fixa para América Latina do banco Morgan Stanley Dean Witter, Jaime Valdívia, acredita que um acordo de transição do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI), envolvendo o compromisso de todos os candidatos às eleições presidenciais, enviaria um sinal extremamente positivo aos investidores."É por essa razão que os investidores vão acompanhar de perto a visita do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, ao FMI para discutir um programa econômico de transição se necessário", afirmou. "Um consenso potencial de todos os candidatos em direção a um acordo de transição com o FMI seria positivo, especialmente se envolver fortes compromissos de políticas econômicas e também a possibilidade de financiamento adicional ao Brasil", acrescentou.Em relação às pesquisas Vox Populi e Datafolha do último final de semana, Valdívia disse que os resultados - o empate técnico entre Ciro Gomes (PPS) e José Serra (PSDB) - já eram esperados pelo mercado. "Longe de serem definitivas, certas conclusões tiradas daquelas pesquisas podem deixar os investidores nervosos, o que pode contribuir para que eles (os investidores) continuem a reduzir suas posições em ativos brasileiros, causando nova onda de queda nos preços", explicou.Ele disse que os resultados dos votos espontâneos foram surpreendentes na pesquisa da Vox Populi. Segundo essa sondagem, Serra caiu de 12% para 9% das intenções, enquanto Ciro subiu de 9% para 12%. Já na DataFolha, o que surpreendeu foi a simulação para o segundo turno, na qual Ciro ganharia numa eventual disputa com Serra, de 45% contra 40%. Numa disputa entre Lula e Ciro, o candidato do PT ganharia no segundo turno com margem apertada de 47% a 45%, mas a vitória seria mais folgada (50% contra 40%) se a disputa fosse com Serra.

Agencia Estado,

08 de julho de 2002 | 13h41

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