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Acordo entre candidatos pode acalmar mercados, diz Andima

O presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima), Edgar da Silva Ramos, considera que a turbulência vivida pelo mercado financeiro nos últimos dias foi toda provocada por "questões políticas". Em entrevista à Agência Estado, Ramos considera que pode haver "pequenos detalhes técnicos" para justificar o nervosismo do mercado, mas ele acredita que a situação só irá melhorar se houver um acordo político entre os candidatos à presidência da República. "O presidente da República deveria chamar os candidatos e discutir a governabilidade do país", sugere o presidente da Andima, entidade que congrega as instituições especializadas na negociação com títulos públicos. Ele mesmo admite que "falar é mais fácil" do que alcançar esse acordo político. Mas ele pondera que a opção seria o governo adotar uma série de medidas, todas de caráter restritivo ao crescimento econômico. "A moratória só viria em último caso, após muitas medidas que o governo dispõe", observou. Entre as medidas, ele lembrou que o BC pode elevar o recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista e até elevar os juros. Essa elevação dos juros, porém, teria de ser bem administrada, pois pode trazer efeitos negativos sobre os fundos de investimentos, que teriam de fazer "marcação a mercado" dos papéis antigos em carteira, que seriam desvalorizados, prejudicando o rendimento dos fundos. "O fundamental, porém, é vencer a desconfiança. O problema atual é basicamente político", enfatizou.

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