Acordo entre TAM e LAN torna-se definitivo

A aérea brasileira TAM e a chilena LAN anunciaram ontem a assinatura de acordos vinculantes para a junção das duas companhias e a criação da gigante Latam. O processo de due diligence (checagem de dados financeiros das empresas) foi concluído e a combinação chegou aos termos definitivos. O negócio ainda precisa de aval de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Superintendência de Valores y Seguros do Chile e Securities and Exchange Commission, dos EUA. Espera-se que o processo seja concluído em nove meses.

, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2011 | 00h00

Agora que os conselhos de administração de ambas as empresas aprovaram a transação, será realizada uma oferta pública pelas ações dos minoritários da TAM, de modo que o capital da empresa brasileira seja fechado tanto na BM&FBovespa como na Bolsa de Nova York. Cada ação da TAM corresponderá a 0,90 de ação da LAN. Para que a operação seja bem-sucedida, é necessária adesão de acionistas que representem, ao menos, 95% do capital da TAM.

Os termos do acordo vinculante não são muito diferentes do que já havia sido antecipado pelas empresas em agosto. A maior parte do capital da Latam, 70,67%, será dos acionistas provenientes da empresa chilena. Os outros 29,32% serão dos donos de papeis da TAM. A família Amaro, controladora da TAM, fica com 13,67% da nova empresa e os Cueto, da LAN, com 24,07%. Foi essa relação que fez com que o mercado interpretasse o negócio como venda da TAM. A companhia brasileira, porém, chama a operação de "combinação", já que a gestão da Latam será compartilhada pelas duas famílias.

Ao todo, o conselho de administração da nova empresa terá nove integrantes. Dois deles serão indicados pelos Amaro e dois pelos Cueto. Os outros cinco serão independentes. Conforme acordado, as famílias Amaro e Cueto votam juntas.

No caso de situações extremas de impasse, elas serão assessoradas pelos comitês do conselho de administração. "São dois acionistas de perfil e interesses semelhantes que se relacionam desde a década de 90", diz Marco Antonio Bologna, presidente da holding TAM S/A. Se, mesmo assim, um acordo não for atingido, "vale a regra de compra e venda de ações", diz. Significa que uma família teria de aumentar sua participação para se sobrepor.

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