Acordo firmado em 2004 define ações emergenciais

Desde novembro, a estiagem já levou as prefeituras de Novo Hamburgo e São Leopoldo a estabelecerem um sistema de racionamento da água para consumo e sanções para o desperdício.

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2011 | 03h04

O presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (ComiteSinos), Silvio Paulo Klein, diz que o impasse entre prefeitos e arrozeiros terá de ser resolvido por acordo. "É óbvio que há uma disputa, mas temos que fazer um debate responsável para passar pelo momento crítico atual com as menores consequências possíveis e buscar soluções definitivas a médio prazo."

Entre as soluções emergenciais está um acordo firmado em 2004 por arrozeiros com o ComiteSinos. Os agricultores assumiram o compromisso de desligar suas bombas de sucção das águas do rio sempre que a medição mostrar que o nível está apenas 50 centímetros acima do ponto de captação em São Leopoldo, 60 centímetros em Novo Hamburgo e 70 centímetros em Campo Bom. Como a fase do momento é crítica, o limite foi revisto para 60 centímetros em São Leopoldo, 72 centímetros em Novo Hamburgo e 80 centímetros em Campo Bom na reunião de quinta-feira (22) do ComiteSinos. Um dia depois, na sexta-feira, o Sinos chegou as níveis críticos e os produtores foram orientados a suspender a captação.

Ao mesmo tempo em que coordena a busca de acordos no ComiteSinos, Klein também está convicto de que toda a população, de qualquer região do País, terá de mudar de hábitos para economizar água em nome da utilização racional do bem natural. "No Brasil cada pessoa consome 150 litros por dia", ressalta. "É possível não passar de 100 litros", sustenta.

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