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Acordo Mercosul-México deve sair em julho

Os presidentes dos países do Mercosul e do México deverão assinar no dia 5 de julho, em Buenos Aires, um acordo que reunirá as negociações individuais de cada país do bloco com o governo mexicano para a ampliação do comércio. O acordo permitirá ao Brasil e ao México pôr em prática os benefícios dos acertos para a redução das tarifas de importação no comércio bilateral, cujas negociações transcorreram nesta terça-feira.Até o início da noite, ambos os lados já haviam encerrado o capítulo sobre o setor automotivo. No capítulo sobre os demais setores produtivos, faltava apenas a conclusão sobre os produtos agrícolas. "O Brasil quer o acordo. O México também quer o acordo. Há vontade política e há vontade técnica", afirmou o principal negociador mexicano, Fernando de Mateo.A idéia de fazer o acordo Mercosul-México, em princípio, deverá atrasar em algumas semanas os acertos em negociação nesta semana entre o Brasil e o México. Entretanto, dará garantia jurídica. Sem esse acordo mais amplo, que costuma contar com termos amplos e gerais, os países do Mercosul que já contam com acordos de redução de tarifas com o México seriam obrigados a revogá-los em 30 de julho de 2003. O Brasil, por sua vez, não poderia nem mesmo ter iniciado conversas semelhantes com o México.O acordo incluirá dois outros do Mercosul com o México. Um deles será restrito aos acertos de cada país do bloco sobre o setor automotivo. O outro, envolverá acertos similares sobre os demais setores produtivos. Entre quinta-feira e sexta-feira, em Buenos Aires, negociadores do Mercosul e do México estarão discutindo as regras gerais para o capítulo sobre a área automotiva, que garantirá o acordo entre Brasil e México.Nesta semana, Brasil e México fecharam o capítulo sobre a área automotiva, que prevê o livre comércio de produtos do setor em 2006. No primeiro ano de vigência, as tarifas de importação de lado a lado deverão ser reduzidas para 1% para um volume de até 140 mil veículos. A partir do segundo ano, a tarifa cairá para 0% e as quantidades progressivamente aumentarão. Atualmente, o México mantém uma alíquota de 23%, e o Brasil, de 35%.O acordo bilateral que reduzia esses porcentuais expirou no dia 29, o que significa desvantagem para as montadoras brasileiras competirem com as de outros países no mercado mexicano e dificuldade similar para os fabricantes do México no Brasil.O capítulo sobre os demais setores continuava em negociação. Negociadores brasileiros, entretanto, asseguraram que já há consenso sobre a redução das tarifas de importação cerca de 800 itens de setores como o eletroeletrônico, o têxtil, o químico, o petroquímico, o de bens de capital. O único item ainda em pendência é o agrícola.

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