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Acordo não foi o melhor, mas condizente com o momento da Volks, diz sindicato

Ao avaliar a aprovação do acordo de reestruturação da fábrica Anchieta da Volkswagen em São Bernardo do Campo, que prevê em sua parte inicial a adesão de 1,8 mil trabalhadores a um Plano de Demissão Voluntária (PDV), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, José Lopes Feijóo, admitiu que a proposta não era a melhor, mas a mais condizente com o momento vivido entre a montadora e os funcionários. "Nós temos obrigação de levar à votação a proposta que temos em mão, e de fazer com que prevaleça a decisão e a vontade da maioria", disse.Feijóo afirmou que para chegar à proposta que foi aprovada, foi preciso muita luta, na qual não foi permitido o fechamento da fábrica, as demissões na maneira que a Volkswagen queria nem a retirada de direitos dos trabalhadores. "Pessoas que não concordam com a proposta têm todo o direito de não concordar e manifestar seu descontentamento na assembléia, o que acho normal", disse.Apesar de a diferença parecer menor, segundo Feijóo 70% dos trabalhadores votaram a favor do plano. Os protestos foram atribuídos aos trabalhadores do Centro de Formação de Estudos (CFE), cuja proposta é de 0,6 salário por ano trabalhado para aqueles que aderirem ao PDV, enquanto para os demais trabalhadores o índice é de 1,4 salário por ano trabalhado. Ele lembrou também que fábrica vive um momento de tensão desde maio, quando a montadora ameaçou fechar a unidade.De acordo com Feijóo, a meta do PDV é atingir 3,6 mil trabalhadores, 85% dos trabalhadores da produção e 15% dos trabalhadores do setor administrativo. Na avaliação do dirigente, não é provável que a empresa precise indicar trabalhadores caso não consiga atingir a meta definida. Segundo ele, o número de trabalhadores que pretendem aderir pode até superar a meta definida pela empresa.Com o acordo aprovado, Feijóo disse que a Volkswagen assegura R$ 1 bilhão em investimentos na Anchieta, e a produção de dois novos carros a serem lançados em 2008 e 2009. Segundo ele, a unidade passaria a produzir de 700 a 800 veículos por dia e teria 9 mil empregados. "Foi o presidente da Volkswagen quem disse, não fui eu", ressaltou.Ele afirmou que o sindicato entrará com um processo na Justiça contra a diferenciação dos planos de PDV para trabalhadores da produção do CFE. "E a avaliação do nosso departamento jurídico é que vamos ganhar. Mesmo que não recebam agora, nós faremos com que recebam a diferença na Justiça. Vamos abrir todos os processos", garantiu.Feijóo concedeu a entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ao contrário do que costuma fazer, que é falar com a imprensa logo após a assembléia dos trabalhadores no pátio da empresa. Na assembléia desta quinta, havia muitos trabalhadores protestando contra a proposta da montadora e criticando o sindicato por manifestar uma posição favorável à aprovação.Em nota divulgada nesta quinta, a Volkswagen não confirmou o valor do investimento anunciado pelo sindicato, mas garantiu que a unidade receberá dois novos veículos para serem produzidos. "Ao aprovar o acordo os empregados da Anchieta sinalizaram, com clareza, que querem assegurar o futuro da fábrica", disse na nota o presidente da Volkswagen do Brasil, Hans-Christian Maergner, e completou: "com isso, a Volkswagen do Brasil entra em uma nova fase, em que a retomada de sua rentabilidade por meio de operações mais competitivas se torna uma realidade".

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 18h57

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