Acordo no Congresso dos EUA evita fechamento de repartições

Parlamentares dos Estados Unidos fecharam nesta quinta-feira um acordo na tentativa para financiar um conjunto de agências do governo até 30 de setembro e evitar o fechamento de muitas das operações de Washington a partir deste fim de semana.

RICHARD COWAN E RACHELLE YOUNGLAI, REUTERS

16 de dezembro de 2011 | 09h30

O senador democrata Daniel Inouye, um dos negociadores-chefes do enorme orçamento de despesas, disse a jornalistas que o acordo foi fechado e que o plenário do Senado poderia votá-lo já nesta sexta-feira.

A Câmara dos Deputados deve votar na sexta-feira, disse um assessor republicano.

O atual financiamento para agências -desde o Departamento de Defesa e da Segurança Interna à Agência de Proteção Ambiental - acaba à meia-noite da sexta-feira.

Ao mesmo tempo, continuava no Congresso o trabalho sobre um acordo separado, mas igualmente importante, para estender um corte de impostos sobre a folha de pagamento e benefícios de longo prazo para os desempregados. As negociações também destinavam-se a impedir um corte de impostos para médicos que cuidam de pacientes idosos sob o programa de assistência médica Medicare.

Um assessor de alto escalão do Partido Democrata no Senado disse que, se um acordo rápido não puder ser atingido sobre esta medida, os negociadores poderiam se voltar para uma extensão de dois meses, em vez da extensão de um ano que eles preferem. Os dois meses garantiriam que os trabalhadores não tivessem descontos em seus contracheques a partir de 1o de janeiro e daria ao Congresso mais tempo para tentar trabalhar em um acordo de mais longo prazo.

O impasse sobre a medida com duração de um ano centrou-se em como pagar os 120 bilhões de dólares da continuação da alíquota de 4,2 por cento sobre a folha de pagamento, programada para subir para 6,2 por cento para os trabalhadores em 1o de janeiro no caso de não haver ação do Congresso, disse o assessor.

Mais cedo na quinta-feira, enquanto os negociadores do Congresso buscavam apressadamente por compromissos, Obama alertou que o Congresso não sairia para o recesso sem terminar suas atividades.

"O Congresso não deveria e não pode sair de férias antes que eles tenham assegurado que as famílias trabalhadoras não verão seus impostos subirem em até mil dólares e aqueles que estão procurando emprego não vejam seu seguro-desemprego expirar", disse Obama.

O corte de impostos sobre a folha de pagamento daria a 160 milhões de norte-americanos cerca de mil dólares por ano em poder de compra adicional. A Casa Branca e alguns economistas dizem que isso impulsionaria a frágil recuperação econômica do país, afirmação questionada por muitos republicanos.

(Reportagem adicional de Kim Dixon, Thomas Ferraro, Donna Smith, Caren Bohan e Charles Abbott)

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