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Acordo no Congresso dos EUA prevê pacote de US$ 789 bi

Pacote é a maior aposta de Obama para tirar a economia da crise, com a geração de 4 milhões de empregos

Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo,

11 de fevereiro de 2009 | 19h01

O Congresso americano chegou a um acordo nesta quarta-feira, 11, sobre o formato do pacote de estímulo à economia, abrindo caminho para a legislação de US$ 789 bilhões ser aprovada em votação na sexta-feira. Veja também:Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à criseDeputados e senadores democratas chegaram a um entendimento com os três senadores republicanos cujos votos eram necessários para garantir a aprovação do pacote. Para isso, reduziram o tamanho total do pacote de cerca de US$ 820 bilhões para US$ 789 bilhões, uma das reivindicações dos republicanos, que se opunham a um "pacote inchado". "Resolvemos as diferenças entre as versões do Senado e da Câmara", disse o senador democrata Harry Reid, líder da maioria no Senado. Senadores e deputados estavam reunidos desde a terça-feira em conferência para conciliar as duas versões do pacote. A versão do Senado custa US$ 827 bilhões, sendo US$ 281 bilhões em cortes de impostos, US$ 263 bilhões em ajuda a desempregados e US$ 283 bilhões em gastos do governo. Já a versão da Câmara, de US$ 820 bilhões, prevê US$ 182 bilhões em cortes de impostos, US$ 278 bilhões em ajuda a desempregados e US$ 360 bilhões em gastos do governo. Com a interferência do próprio presidente Barack Obama e de seu chefe de gabinete, Rahm Emanuel, Câmara e Senado chegaram a um acordo rapidamente, de maneira que a lei pode ser votada até o final da semana e assinada por Obama na segunda-feira. O pacote de estímulo financeiro é a maior aposta do governo Obama para tirar a economia da crise, com a geração de 4 milhões de empregos. Concessões O pacote que emergiu da conferência tem cerca de US$ 276,1 bilhões em cortes de impostos e US$ 150 bilhões em gastos em infra-estrutura. Os democratas fizeram várias concessões para garantir o apoio dos três senadores republicanos moderados: reduziram gastos em educação e saúde e o volume de recursos para os estados. Também foram reduzidos significativamente incentivos fiscais para compras de imóveis e automóveis, que eram propostas republicanas. Mas foi mantido o corte de impostos de US$70 bilhões para a classe média, uma reivindicação republicana que era criticada pela ala mais à esquerda dos democratas, que acusa a medida de não ter efeitos imediatos na economia.A ala à esquerda dos democratas disse que foram feitas muitas concessões aos republicanos, na forma de incentivos fiscais, e que o valor final da lei é muito pequeno para fazer efeito. "Não estou feliz - eles tiraram muito dinheiro de educação e de saúde para por em incentivos fiscais", disse o senador democrata Tom Harkin, afirmando que irá votar a favor do pacote, apesar das ressalvas.

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