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Acordo para cotas de exportação agrada CSN e Usiminas

Os exportadores brasileiros de aço chegaram a um acordo satisfatório para a divisão de cotas de venda externa de placas de aço para os Estados Unidos, em função as restrições impostas à importação pelos EUA. "Chegou-se a um acordo harmonioso para todas as empresas exportadoras envolvidas", disse o gerente de Relações com Investidores da Usiminas, Breno Júlio de Melo Milton.Segundo ele, a Usiminas deverá exportar este ano cerca de 100 mil toneladas de placas de aço para os Estados Unidos, enquanto a Cosipa (controlada pela Usiminas) deverá exportar cerca de 500 mil toneladas. "Num primeiro momento, a cota comporta as expectativas das empresas. Mas de agora em diante haverá uma necessidade de flexibilização da 201 (a salvaguarda dos EUA) porque as necessidades de importação de aço dos Estados Unidos são muito maiores do que inicialmente definidas por essas restrições de importação", afirmou Milton à Agência Estado.Também teve a mesma reação o gerente-geral de Relações com Investidores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), José Marcos Treiger, que, juntamente com o executivo da Usiminas, participou hoje da conferência "Construindo Valor: Relações com Investidores na América Latina", promovida pela revista Investor Relations, em Nova York.Segundo Treiger, a CSN deverá exportar neste ano cerca de 400 mil toneladas de placas de aço para os Estados Unidos. "Os volumes para esse primeiro momento para a CSN são satisfatórios e adequados para os nossos planos", afirmou. A CSN tem uma capacidade limitada de produção de placas de aço de 500 mil toneladas por ano. "Neste ano, já fizemos algumas exportações de placas de aço para o México e para a Europa. Conseqüentemente, dessas 500 mil toneladas, acredito que 400 mil toneladas serão direcionadas para os Estados Unidos", informou Treiger.A Seção 201 impôs uma restrição de exportação de placas de aço de produtores brasileiros para os Estados Unidos de 2,5 milhões de toneladas. "Num primeiro momento a divisão de cotas de exportação para os EUA agradou, mas é preciso frisar que essa regulamentação levantada pela 201 é negativa para as trocas comerciais internacionais, pois afeta no médio e longo prazos - até mesmo no curto prazo para alguns produtos - o equilíbrio e abertura de mercados. Já está havendo, inclusive, uma série de reações protecionistas em outras regiões do mundo" afirmou.Os Estados Unidos são hoje o maior importador de aço. O país consome cerca de 30 milhões de toneladas do produto por ano. Além de placas de aço, a CSN exporta folhas de flandre (que ficou fora das restrições impostas pela 201) para os Estados Unidos.

Agencia Estado,

14 de maio de 2002 | 17h40

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