Acordo possível na OMC é melhor que nada, diz Miguel Jorge

Para ministro do Desenvolvimento, abertura para etanol, mesmo que não nos níveis que o País quer, é avanço

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

28 de julho de 2008 | 17h57

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a definição de um acordo da Rodada Doha representará um avanço nas relações comerciais internacionais. "O acordo possível é melhor do que nenhum acordo. Há avanços com a abertura agrícola, o que sinaliza que esta questão pode avançar no futuro. Uma abertura para o etanol e outros produtos, mesmo que não seja nos níveis que nós queremos, é um avanço", disse. Veja também:Entenda o que está em jogo na Rodada Doha da OMCPaíses pobres deixam discussão sobre acordo de banana na OMCTroca de acusações marca 2ª semana de reuniões na OMCEUA e UE estão preocupados com direção das negociações da OMC De acordo com Miguel Jorge, ele duvida que o chanceler Celso Amorim tenha firmado um acordo com os representantes de nações ricas sem consultar os ministros de outros países emergentes, como Índia e Argentina. Segundo o correspondente do Estado, Jamil Chade, o Brasil aceitou na sexta-feira a proposta da organização na Rodada Doha, na qual incluía, entre outras medidas, teto para subsídios de US$ 14,5 bilhões por parte do governo dos EUA aos agricultores norte-americanos e redução das tarifas de importação de produtos industrializados pelos mercados emergentes. "Duvido que o ministro Celso Amorim tenha feito qualquer movimento sem ter falado com os parceiros, que ele tenha traído os seus amigos. O Brasil não tem essa tradição diplomática. O fato de ter tomado uma decisão, que não seja a mesma da Índia e da Argentina, não significa uma traição. Certamente, isso foi conversado, se é que a decisão foi tomada em termos diferentes em relação à posição da Argentina e da Índia", afirmou o ministro Miguel Jorge.

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