Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Acordo prepara livre comércio entre Mercosul e Pacto Andino

O Mercosul poderá fechar um "acordoquadro" com os países do Pacto Andino no próximo mês, que serápreparatório para a definição de um tratado de livre comércioentre as duas regiões. O cenário foi traçado pelo ministro doDesenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral,que participou de reunião hoje, no Rio, entre os doisgrupos. O "acordo-quadro", também chamado de "acordoguarda-chuva", vai definir as regras gerais para a adoção dolivre comércio e dará maior flexibilidade de negociações,permitindo, por exemplo, que países fechem individualmenteacordos de livre comércio com os blocos regionais. O formato foiproposto pelo governo brasileiro no sábado, em reunião naRepública Dominicana. "O objetivo (final) é um acordo Mercosul com o GrupoAndino. Estabelecemos as regras que vão reger este acordo. Edizemos que no caminho os países podem negociar individualmente.No final, vão estar todos juntos", explicou Amaral, citando quea idéia é já ter um "acordo quadro" para assinar em dezembro.O ministro citou que no caso de alguns países, como o Peru, asnegociações para a formação do livre comércio podem avançarrapidamente. "Estamos preparando o caminho, que é reduzir asdiferenças que têm impedido, durante cinco anos, que se chegue aum acordo (de livre comércio)", esclareceu. Hoje há pendênciasrelativas ao acordo mais amplo, como o fato de o Grupo Andinonão ter ainda definido uma Tarifa Externa Comum (TEC),exemplificou o ministro. Há divergências, também, sobre regras de origem (paravisam evitar que produtos de terceiros países entrem no mercadose aproveitando das vantagens do acordo entre os blocos) e debandas de preços de produtos agrícolas. Houve avanços em pontoscomo a redução de prazos e da lista de produtos sensíveis. O ministro destacou que o governo trabalha, na prática,num tripé que envolve integração física, comércio e operações deprojetos brasileiros e financiamentos de joint ventures."Queremos aumentar o volume de comércio e estimular jointventures entre empresas porque nós temos de fazer, com maisrazão com nossos países vizinhos, o que estamos fazendo com aChina, com a Índia e com o México", disse Amaral. Além disso, o ministro afirmou que não parece razoávelque países fora da zona - como o México, por exemplo - cheguemaos países andinos com tarifas preferenciais em relação àsdefinidas para produtos brasileiros. Amaral avaliou também que, face à perspectiva daformação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o acordocom os países andinos ganha importância e prepara o caminho paraa Alca. "Se a negociação para a Alca não se concluir, ou sepelo menos o Brasil eventualmente não participar, teremos já umacordo de livre comércio com os países vizinhos e assim nãoperderemos acesso a eles", argumentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.