Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Acordo previdenciário é uma contra-reforma, afirma Giambiagi

Economista do BNDES afirma que fim do fator previdenciário terá forte impacto para o País em 25 a 30 anos

Andréia Lago e Luciana Xavier, enviadas especiais, AE

28 de agosto de 2009 | 14h34

O economista Fábio Giambiagi fez nesta sexta-feira, 28, uma dura crítica ao recente acordo firmado entre governo e centrais sindicais para novo cálculo das aposentadorias. "Esse acordo é uma contra-reforma", disse ele, durante o 4° Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão. O assunto também foi criticado ontem à noite pelo presidente do Conselho da BM&FBovespa e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

 

"Quero compartilhar aqui meu desespero cívico diante dos equívocos cometidos na área fiscal nos últimos cinco anos e que foram dramaticamente acentuados na última semana, com o acordo inacreditável assinado entre governo e centrais sindicais referente às novas regras de cálculo de aposentadorias, que irão acentuar o desafio do País", afirmou Giambiagi, que dirige o Departamento de Risco de Mercado do BNDES."É difícil vislumbrar uma perspectiva muito otimista (para o País) com esse tipo de situação", acrescentou.

 

Segundo Giambiagi, o fim do fator previdenciário, que é o índice que reduz a aposentadoria, terá forte impacto para o País daqui a 25 ou 30 anos e representará um aumento de 40% na aposentadoria da mulher e de 20%, no caso dos homens.

 

Para o economista, o acordo irá atrapalhar, no longo prazo, a expansão da economia brasileira, juntamente com outros gastos que têm aumentado e são permanentes. "O que está em pauta é a velocidade do crescimento do País no futuro", disse.

 

Nesta semana, o governo e as principais centrais sindicais fecharam um acordo que prevê a concessão de reajuste real para os aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo. Ficou acertado que serão concedidos aumentos equivalentes à taxa de inflação do período mais 50% do aumento do PIB de dois anos anteriores (em 2011, por exemplo, o cálculo será feito com base no PIB de 2009). Isso significa, em termos práticos, um reajuste, em 2010, da ordem de 6,5 %, aí incluídos 2,6% de aumento real.

 

O impacto na folha de pagamento será de cerca de R$ 3 bilhões, já autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo declararam os ministros da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci.

Tudo o que sabemos sobre:
Previdênciaaposentadoria

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.