Acordo sanitário entre Brasil e UE volta à pauta

As negociações para um acordo sanitário e fitossanitário entre a União Européia (UE) e o Brasil, paralisadas desde o segundo semestre do ano passado, devem ganhar um novo impulso nos próximos meses. O Conselho de Ministros da Agricultura da Comissão Européia (CE), reunido em Bruxelas, concluiu uma revisão dos seus parâmetros para a conclusão desse tipo de acordo, o que abre caminho para a retomada das negociações com os países do Mercosul e com o Chile. A expectativa dos europeus é de que um acordo com o Chile seja fechado antes do final da gestão espanhola na presidência da UE, no fim de junho. "O conselho deu um sinal verde para as negociações com os países do Mercosul", disse um porta-voz da CE. "Isso poderá facilitar e acelerar o acordo com o Brasil." O governo brasileiro vem há muito tempo pressionando Bruxelas para que seja firmado um acordo fitossasinário. O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse reiteradas vezes que as regras vigentes na UE atuam como barreiras não-tarifárias contra importantes produtos da pauta de exportação brasileira, como carne, grãos e frutas. Mas as negociações, iniciadas há cerca de dois anos, haviam sido praticamente suspensas no segundo semestre de 2001 por iniciativa dos europeus, que iniciaram um processo de reavaliação dos seus acordos já fechados com a Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e República Checa.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2002 | 15h11

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.