Acordo sobre controle do cigarro deve ser definido amanhã

Começa amanhã a última fase das negociações para a criação de um acordo internacional sobre o controle do cigarro. A reunião, que ocorre em Genebra, será presidida pelo embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrêa, que há um mês apresentou um rascunho de um tratado baseado nas posicões de cada um dos países que faz parte das negociações.Segundo a proposta, países poderiam aplicar impostos mais elevados sobre a venda de cigarros, limitar a propaganda do produto, adotar medidas de prevenção e combater o contrabando do cigarro. Tudo isso para conseguir reverter a tendência crescente de mortes causadas pelo produto em todo o mundo, que chega a 4,9 milhões por ano.Mas organizações não-governamentais (ongs) não poupam o brasileiro de críticas, afirmando que o texto do acordo é fraco e que não é suficiente para combater o fumo. O diplomata se defende e garante que apenas tentou refletir a posição dos vários países em quase três anos de negociações e que deverão terminar no próximo dia 28 de fevereiro.Uma das críticas é de que Seixas Corrêa apenas fala em uma limitação da propaganda, enquanto o desejo de muitos ativistas seria de que os comerciais fossem simplesmente proibidos. Para o brasileiro, se o texto fosse mais forte haveria o risco de vários países, como Estados Unidos, Alemanha e Japão não assinarem o acordo.Esses países são alguns dos maiores produtores e consumidores de cigarro do mundo e, na avaliação do diplomata, um acordo sem eles seria "letra morta", ou seja, mais um tratado internacional que não seria cumprido.As ongs, porém, não aceitam a explicação do presidente das negociações e afirmam que muitos países apoiarão nesta semana medidas mais fortes de controle do cigarro que as propostas no texto do brasileiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.