Acordo sobre Grécia diminui ameaça de calote, fiz Fitch

Decisão poderá ajudar a colocar a dívida soberana da Grécia em um caminho sustentável, embora questões importantes continuem abertas, afirmou a agência 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

27 de novembro de 2012 | 16h51

LONDRES - O anúncio de um acordo para garantir a sustentabilidade da dívida da Grécia e permitir a liberação da próxima parcela de ajuda financeira diminui a ameaça imediata de um default soberano grego, ou saída da zona do euro, afirmou a Fitch Ratings. O acordo poderá ajudar a colocar a dívida soberana da Grécia em um caminho sustentável, embora questões importantes continuem abertas, e o risco de implementação seja alto, acrescentou a agência de classificação. "Isso é positivo para a Grécia e para outros países da zona do euro", disse a Fitch.

Segundo a agência, as medidas graduais de alívio do serviço da dívida - nomeadamente cortes adicionais nas taxas de juros de 100 pontos-base sobre a Linha de Empréstimo Grega e um diferimento de 10 anos de pagamentos de juros por parte da Grécia nos empréstimos da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (FEEF, em inglês) - e a remessa dos lucros obtidos pelo Banco Central Europeu (BCE) sobre a carteira o programa de compra de dívida pública, batizado de Securities Markets Programme, combinado com uma possível recompra de dívida, devem ajudar a fechar lacunas de financiamento fiscal e colocar o nível da dívida grega em relação o PIB de volta aos trilhos.

"Nós prevemos que o alívio do serviço da dívida, as remessas do BCE, e uma alocação de 10 bilhões de euros para comprar de volta bônus de credores do setor privado por cerca de 35 centavos de euro, poderão reduzir o pico da dívida para cerca de 179% do PIB em 2014, antes de diminuir para 124% em 2020, em linha com as projeções do Eurogrupo", disse a Fitch.

A agência afirmou também que não trata a recompra de dívida como um evento de crédito, visto que ela é totalmente voluntária e não tem implicações adversas para não-participantes.

Segundo projeções da agência, o acordo do Eurogrupo restaura o crescimento econômico grego anual para entre 3% e 3,5 até o fim da década, e o país alcançar um superávit primário de 4,5% do PIB a partir de 2016. O impacto líquido de uma recompra de bônus também dependerá se o grupo de ministros estenderá a nova dívida para a Grécia financiar a transação, bem como do nível de participação dos investidores. As informações são da Dow Jones.

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