Ahn Young-joon/AP
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ESG

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Acordo sobre pacote de estímulos nos EUA leva Bolsas de Ásia e Europa a alta generalizada

Mercados internacionais chegaram a ter quedas expressivas enquanto aguardavam acordo sobre o assunto

Sergio Caldas, Nicholas Shores e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2020 | 06h57
Atualizado 26 de março de 2020 | 17h03

Os mercados financeiros de Ásia e Europa sentiram os efeitos do novo acordo entre Congresso dos Estados Unidos e governo de Donald Trump sobre o que a imprensa norte-americana chama de "o maior pacote de estímulos da história moderna do país". Cerca de US$ 2 trilhões devem ser injetados para melhorar a situação da maior economia do mundo, que, assim como todo o sistema financeiro mundial, sofre impactos da pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19

O acordo, que ainda é preliminar e deve seguir para votação já nesta quarta, acontece após dias de divergências que deixaram os mercados financeiros em suspense. Republicanos e democratas no Senado americano conseguiram chegar a um entendimento. Para se ter uma ideia, a expectativa de um acordo iminente impulsionou as bolsas de Nova York na quarta, com o índice Dow Jones saltando mais de 11%, seu maior ganho porcentual diário desde 1933. 

"Após dias de intensas discussões, o Senado chegou a um acordo bipartidário sobre um pacote histórico de ajuda para lidar com essa pandemia", disse o senador republicano Mitch McConnell. "Aprovaremos este texto ainda hoje", acrescentou ele, que será promulgado por Donald Trump e deve ter o aval da Câmara dos Representantes, liderada pela democrata Nancy Pelosi. 

No continente asiático, as Bolsas fecharam as negociações, na manhã desta quarta-feira, 25, de forma positiva, em alta generalizada pelo segundo pregão consecutivo nesta quarta. Em Tóquio, o japonês Nikkei teve alta de 8,04%, a maior desde outubro de 2008, encerrando os negócios a 19.546,63 pontos. Na China, o Xangai Composto subiu 2,17%, a 2.781,59 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,92%,a 1.714,86 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi se valorizou 5,89% em Seul, a 1.704,76 pontos, reagindo também ainda a uma decisão da Coreia do Sul de dobrar um pacote de resgate para empresas afetadas pelo coronavírus, enquanto o Hang Seng avançou 3,81% em Hong Kong, a 23.527,19 pontos, e o Taiex subiu 3,87% em Taiwan, a 9.644,75 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana foi igualmente favorecida pelo acordo nos EUA e o índice S&P/ASX 200 fechou com ganho de 5,54% em Sydney, a 4.998,10 pontos.

Já na Europa, que iniciou o pregão nesta manhã, opera com acelerações generalizadas e expressivas, ampliando ganhos da sessão anterior. O acordo dos EUA também tem participação direta nas altas por lá. Às 5h13 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 1,34%, a de Frankfurt avançava 2,44% e a de Paris se valorizava 2,04%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 2,53%, 2,76% e 3,50%, respectivamente. 

Petróleo

Os efeitos do novo acordo nos EUA também teve impacto no petróleo. Durante a madrugada, o contrato futuro do petróleo Brent para maio tinha alta de 3,20% na ICE, a US$ 28,02 o barril, enquanto o WTI para o mesmo mês subia 3,92% na Nymex, a US$ 24,95 o barril. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 

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