WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Acordos de leniência devem garantir R$ 24 bilhões aos cofres públicos, diz MPF

Balanço aponta que quase 200 pessoas já tiveram delações da Lava Jato homologadas pelo STF

Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 11h28

BRASÍLIA - Os acordos de leniência firmados pelo Ministério Público Federal (MPF) com empresas investigadas em casos de corrupção devem gerar o recebimento de R$ 24 bilhões aos cofres públicos. O número faz parte de balanço da Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgado nesta manhã em evento para o Dia Internacional de Combate à Corrupção. 

De acordo com o balanço da PGR, foram firmados 18 acordos de leniência - espécie de delação premiada firmado pelas empresas.

+ Pedidos de falência caem 4,5% em novembro e acumulam recuo de 17,1% no ano

O levantamento da PGR não indica quais acordos foram considerados no levantamento. As empresas investigadas na Lava Jato têm lançado mão dos acordos de leniência quando os executivos aderem à delação premiada. A maior multa estabelecida em acordos desse tipo foi a da J&F, que concordou com pagamento de R$ 10,3 bilhões.

+ ‘Lava Jato criou raízes e leniência veio para ficar’

O balanço da PGR também indica a delação premiada como um "fator importante para aprimoramento do trabalho de combate à corrupção". De acordo com os números da PGR, cerca de 200 pessoas tiveram acordos de delação homologados apenas nos processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato. 

Somando a atuação da PGR, que atua perante o Supremo, como a do MPF na justiça de primeira instância, a Lava Jato já soma 293 acordos de delação.

+ ‘Lava Jato mudou relação de empresas com o governo’

No balanço, a PGR destaca ainda que a delação também foi um "instrumento decisivo" para aprofundamento das investigações na Operação Sépsis, em Brasília, que investiga crimes no uso de recursos do FI-FGTS. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.