Acordos dos EUA na América Latina prejudicam exportações brasileiras

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgará na quarta-feira um estudo inédito, mostrando que o Brasil está perdendo gradualmente suas preferências comerciais em países que firmaram acordos com os Estados Unidos, como o Chile e o México, e que há o mesmo risco em se ter novas perdas no âmbito do Grupo Andino, formado por Colômbia, Peru e Equador, que já negocia também com os americanos. O mesmo bloco Andino tem um acordo recém assinado com o Mercosul. O estudo tem 16 páginas e foi elaborado em conjunto pela Fiesp, Rubens Barbosa & Associados e a Ícone.O Embaixador Rubens Barbosa, diretor do Conselho Superior de Relações Exteriores da Fiesp e presidente da Rubens Barbosa & Associados, explicou que "o estudo mostra uma tendência preocupante: a perda de competitividade dos produtos brasileiros na América do Sul em virtude da concessão de tarifas mais baixas para os EUA, como é o caso do Chile. Por outro lado, indica claramente que o setor privado deve definir uma estratégia própria nas negociações com os países sul-americanos".Para Marcos Jank, presidente do Ícone, o estudo "mostra claramente a urgência de aprofundar as negociações comerciais com os países americanos e de buscar acordos que ao menos preservem o market-share do Brasil".O estudo avalia a erosão das preferências sobre os 70 produtos mais exportados pelo Brasil para Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela, países signatários da ALADI (Associação Latino-americana de Integração ).

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