Acrefi se diz 'surpresa' com decisão do Copom sobre Selic

Para IBEF, corte de 0,75 na taxa básica de juros pelo Comitê do BC foi correto, mas não basta

Agência Estado,

23 de julho de 2008 | 20h33

O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Érico Ferreira, ficou "surpreso" com a decisão do Copom de aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto porcentual. Segundo ele, o fato de o Banco Central (BC) ter feito uma elevação superior à esperada pela maioria do mercado pode indicar duas coisas. "Ou que a situação da inflação é pior do que se acha ou que o BC quer mostrar que a decisão de trazer a inflação para a meta é para valer." Veja também:Força Sindical critica 'aumento cavalar' da taxa de jurosIndústria critica alta da Selic e fala em 'vírus da inflação'Copom surpreende e eleva a taxa de juros em 0,75 pontoJuro maior é ineficiente sem corte de gastos, diz Fecomércio O impacto da elevação de juros deve recair sobre as decisões de investimento, ressalta o presidente da Acrefi. Na sua opinião, esse movimento já está em curso. "Não podemos continuar crescendo no ritmo em que estamos." Já em relação aos financiamentos ao consumidor, Ferreira diz que não deve ter reflexos nas taxas cobradas pelas financeiras. Isso porque o juro no mercado futuro já está em 15% ao ano e esse é o parâmetro da formação das taxas usado pelas financeiras. "A Selic de 13% ao ano ficará agora mais próxima da taxa de 15% ao ano sinalizada pelo mercado futuro", observa. Diante do quadro inflacionário atual, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) considerou coerente a decisão do Copom de elevar em 0,75 ponto porcentual a Selic. Mas, para o presidente do Conselho de Administração da entidade, Walter Machado de Barros, esta medida não basta.  Segundo ele, é preciso ter uma melhor gestão na aprovação do crédito para a população. "Não descartamos o aumento do compulsório dos bancos como atalho nesse sentido." Além disso, Barros defende medidas paralelas como a contenção dos gastos públicos e incentivos à indústria para aumentar a capacidade de produção.

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