coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Acrefi/Secif: Copom agiu com responsabilidade

A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em manter a taxa de juros básica (Selic) em 11,25% foi considerada responsável pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e pelo Sindicato das Financeiras dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Secif).As duas entidades apoiaram a interrupção da trajetória de cortes do Copom, iniciada em setembro de 2005, quando a taxa foi reduzida de 19,75% para 19,50% ao ano. Para o conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, a manutenção da Selic reforçou o que havia sido relatado na última ata."Após a divulgação da última ata do Copom, que chamou a atenção para um repique da inflação, o BC deixou claro que iria estabilizar a taxa Selic em 11,25% pelo menos por algum tempo", disse Kasznar, destacando que a interrupção representou "um ajuste normal e esperado". E emenda: "Ao manter a taxa Selic em 11,25%, o BC nem abre demais para um reforço da onda de consumo, nem fecha as portas da queda dos juros no futuro, se a inflação voltar a ter tendência de baixa".Na visão do presidente do Secif, José Arthur Assunção, o Copom optou pela manutenção para sentir como a economia vai reagir nos próximos meses. "Foram mais de dois anos de cortes sucessivos da Selic. Era de se esperar por uma parada em algum momento e o momento foi agora".

PEDRO HENRIQUE FRANÇA, Agencia Estado

17 de outubro de 2007 | 19h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.