ACSP: prazo médio do crediário deve cair

O prazo médio do crediário deve passar de quatro para três meses em decorrência da recente elevação da Selic, a taxa básica referencial de juros, de acordo com avaliação do economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo. Para ele, o comércio pode também elevar as taxas apenas para financiamentos mais longos, mas as operações a prazo não devem registrar novamente o crescimento verificado no primeiro trimestre, quando a expansão média foi de quase 15%.A Casas Bahia, uma das mais importantes redes de varejo de móveis e eletrodomésticos do País, alterou no último final de semana as taxas de juros cobradas nas vendas parceladas de 3% em média para 2,2% a 3,9% ao mês, mas manteve o prazo máximo de 15 meses. Os principais bancos de montadoras de veículos também divulgaram novas taxas.Solimeo argumenta que a elevação de 0,5 ponto porcentual da Selic causou um impacto forte no mercado de juro futuro, além de provocar um efeito psicológico sobre o consumidor e nos lojistas em decorrência do clima de incerteza. O problema, segundo ele, é que o governo interrompeu a tendência de redução e ainda deixou em aberto a possibilidade de que a elevação não seja suficiente.Vendas à vista apresentam crescimentoEm março, as consultas ao SPC, serviço que serve de indicador para as vendas a prazo, cresceram 14,6%. No trimestre, o aumento foi de 14,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as vendas à vista, medidas pelo serviço de Telecheque, cresceram 15,1% em março, e no trimestre a expansão foi de 6,4%.Os resultados da venda à vista vêm melhorando gradativamente, mas não devem recuperar o nível de 1998, por exemplo, quando o total de consultas no primeiro trimestre chegou a 4,46 milhões, contra 4,42 milhões neste ano. Segundo Solimeo, a utilização do cheque vem perdendo espaço para os cartões de crédito, cuja utilização aumentou depois do Plano Real.

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