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Actis abre fundo e reforça área de infraestrutura

No momento, a nova equipe ainda avalia negócios, e a ideia é seguir a estratégia de investimento da casa, que normalmente opta por ativos já operacionais e mais maduros

Coluna do Broadcast, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2019 | 05h00

O fundo inglês Actis está em processo de captação de recursos para um novo fundo de infraestrutura. Paralelamente, monta times para analisar investimentos no segmento em vários países. O Brasil, como um dos principais mercados em que o Actis atua, obviamente não fica de fora. No começo deste ano, o fundo trouxe Davi Motta do Pátria para ser diretor da área. Ele deve prospectar oportunidades, inicialmente na cadeia de energia. No momento, a nova equipe ainda avalia negócios, e a ideia é seguir a estratégia de investimento da casa, que normalmente opta por ativos já operacionais e mais maduros, considerados de menor risco. O movimento do Actis ocorre em um ambiente em que o governo mostra interesse em fazer concessões à iniciativa privada na área.

Falta dinheiro. O raciocínio por trás da investida do fundo inglês é a ausência de recursos disponíveis suficientes para a infraestrutura no mundo. Além disso, pesa o fato de que os retornos de tais investimentos serem normalmente proporcionais aos riscos de projetos que já estão em pé. Atualmente, os investimentos do Actis em energia no Brasil se concentram na geração de renováveis, como eólica e solar. 

Pontapé. Após mais de seis meses de espera, vai começar, enfim, o trabalho do comitê de arbitragem que decidirá a disputa entre J&F e Paper Excellence (PE) pelo controle da fabricante de celulose Eldorado. O comitê de três árbitros que vai deliberar sobre o assunto foi definido na última quinta-feira, dia 21. Em 2017, a PE aceitou comprar a Eldorado por R$ 15 bilhões. Pagou a parcela equivalente a 49,41% da companhia, mas, um ano depois, um imbróglio jurídico entre compradora e vendedora impediu a conclusão da venda dos 50,59% restantes. A estimativa é de que arbitragem dure de 18 a 24 meses.

Bônus. Se a briga pelo controle da Eldorado a partir de agora andará apenas via arbitragem, a emissão de US$ 500 milhões em bônus no mercado externo segue alvo de disputa nos tribunais. Também na quinta-feira, a Paper Excellence entrou com uma ação na corte de Nova York para que todos os envolvidos na emissão anunciada pela Eldorado apresentem os documentos que embasam a operação. Com a indefinição sobre o controle da papeleira, a PE contesta a captação. 

Exportação. A presença de estrangeiros no mercado financeiro tem crescido no País, mas o caminho inverso também ocorre, com a abertura de operações no exterior de companhias do segmento. A Matera, por exemplo, empresa de tecnologia para o mercado financeiro, varejista e de gestão de risco, vai inaugurar em junho sua primeira unidade de desenvolvimento fora do Brasil. A operação ficará em Waterloo, Canadá.

Dinheiro externo. E a gestora independente Vivyd Capital Partners inaugurou nesta quinta-feira, dia 21, sua primeira unidade fora do Brasil, um escritório em Nova York para a captação de recursos. Os planos da Vivyd incluem também a estruturação de um fundo voltado para a geração de energia na Pensilvânia: uma usina de gás natural, com investimentos iniciais de US$ 200 milhões.

Quase tudo. O Sem Parar começou em 2000 como um serviço de pagamento automático de pedágio em rodovias, mas hoje quase metade dos clientes já usa a adesivo fora das estradas. Dos 5,5 milhões de usuários, 46% utilizam a tecnologia para pagar por estacionamento em shoppings e abastecer automóveis. O número avançou com a adesão dos drive-thru da rede McDonald’s, anunciada no fim do ano passado.

Dia da água. A LafargeHolcim, fabricante de cimento, calcula uma economia de R$ 12 milhões ao ano - ou o equivalente a 11 milhões de metros cúbicos de água - com os processos de reaproveitamento implementados pela empresa. O volume de água que deixa de ser “jogado fora” é equivalente ao consumo de 15 dias da cidade do Rio de Janeiro, que tem cerca de 6,7 milhões de habitantes. Para alcançar esse patamar de reaproveitamento, a LafargeHolcim recircula 85% da água utilizada no processo produtivo em todas as unidades do País e faz coleta de água de chuva. 

Sustentável. A LafargeHolcim está alinhada, globalmente, à Diretriz de Água, o Protocolo de Água e o Plano de Gestão de Águas, que balizam como os recursos hídricos devem ser geridos, captados, tratados e utilizados nos processos de reaproveitamento na cadeia de fabricação dos produtos. / COM PATRICK CRUZ,  ESPECIAL PARA O ESTADO

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