Açúcar cai 4% com aversão ao risco

O sentimento de aversão ao risco prevaleceu ontem nos mercados de commodities e puxou os preços para baixo. O problema da dívida de países europeus como Espanha e Itália se somou a questionamentos sobre estrutura política da Bélgica, levantados pela agência de classificação de risco Fitch, e também à notícia de queda das importações de matérias-primas pela China. Tudo isso sinalizou que a recuperação da economia global ainda corre riscos. Cautelosos, investidores venderam contratos de commodities. Entre as agrícolas, o açúcar caiu mais. O contrato com vencimento em julho cedeu 4,02% na Bolsa de Nova York, para 21,51 centavos de dólar por libra-peso.

Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Os participantes também compraram dólar, tido como um porto seguro. A alta da moeda americana frente a um grupo de outras moedas tende a pesar nas commodities, porque elas podem ficar mais caras para o comprador. Por esse motivo, o algodão recuou 1,11% em Nova York. Os grãos também fecharam com perdas em Chicago, mas menores. Eles têm certa sustentação no clima adverso em áreas da Europa e dos Estados Unidos. O milho caiu 0,72%, a soja cedeu 0,47% e o trigo teve baixa de 0,43%.

Embora o dólar tenha influenciado, o café subiu 1,31%. As cotações acumulavam queda de 15% desde que alcançaram o maior nível em 14 anos e meio, em 3 de maio, e ontem, num movimento técnico, se recuperaram um pouco.

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