Açúcar cai forte com melhora do clima no Brasil

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h08

A expectativa de que as chuvas darão uma trégua no Centro-Sul do Brasil derrubou ontem as cotações do açúcar em Nova York. Os contratos do produto para entrega em julho caíram 5,38%, cotados a 20,24 centavos de dólar por libra-peso. Com menos umidade neste início de inverno, a colheita de cana, o processamento e o embarque do açúcar podem evoluir mais rapidamente. E o Brasil é o maior fornecedor mundial da commodity. A agência marítima Williams Brazil informou anteontem que 60 navios esperam para buscar quase 2 milhões de toneladas de açúcar nos portos brasileiros. "Parece que acabaram as chuvas, ao menos por uma semana ou dez dias", disse à agência Dow Jones o analista Mike McDougall, da corretora da Newedge. "A questão é saber se as chuvas causaram só um atraso ou se afetaram a produção."

As mesmas chuvas vinham despertando preocupações com os cafezais do Brasil, pois, embora seja esperada uma grande safra, atrapalharam a colheita. Ontem, o mercado devolveu parte dos ganhos obtidos recentemente - fechou em baixa de 1,83% - mas na semana acumulou alta de 3,4%. Analistas alertam para o fato de que ainda é muito cedo para dizer se o clima vai afetar a safra. Segundo o corretor Thiago Cazarini, parte do café foi danificada durante a secagem, o que pode reduzir a qualidade do grão da nova safra que chegar primeiro ao mercado.

Em Chicago, o clima adverso sustentou os preços dos grãos. O trigo subiu 1,74%, o milho avançou 0,77% e a soja, 0,28%.

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