Açúcar dispara em NY após incêndio no Porto de Santos

Cenário:

ANGELO IKEDA, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h17

Um incêndio que atingiu armazéns da Copersucar no Porto de Santos impulsionou os preços do açúcar bruto para o nível mais alto desde 2 de janeiro na Bolsa de Nova York. Até o final da tarde de ontem, o volume de açúcar atingido pelo fogo era calculado em 180 mil toneladas. Embora a oferta global continue abundante, analistas acreditam que o acidente deve causar sérios problemas logísticos, já que cerca de 60% da produção brasileira de açúcar bruto é escoada pelo Porto de Santos. A Copersucar é a maior exportadora brasileira de açúcar e etanol. Após o incêndio, investidores correram para cobrir suas apostas na queda das cotações. O contrato com vencimento em março avançou 2,6% e fechou a 19,50 centavos de dólar por libra-peso.

O cacau contrariou expectativas e fechou em queda de 1,7%, apesar de o processamento da amêndoa na América do Norte ter aumentado 8,3% no terceiro trimestre. Alguns analistas esperavam que o número, divulgado na quinta-feira após o fechamento do mercado, fosse suficiente para levar o cacau ontem ao nível de US$ 2.800 por tonelada. Porém, como o aumento veio dentro das estimativas do mercado, investidores preferiram embolsar lucros.

Na Bolsa de Chicago, o trigo subiu 2,9% e alcançou o maior patamar em 17 semanas, com a previsão de geadas em algumas regiões da Argentina. Caso haja prejuízos às lavouras, isso pode impulsionar a demanda pelo grão norte-americano de países que normalmente adquirem trigo argentino, como o Brasil.

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