Acusação dos EUA ao aço já foi contestada, diz IBS

A decisão do Departamento de Comércio dos Estados Unidos de que as importações de laminados a frio do Brasil e outros dois países são subsidiadas utiliza argumento que já esteve sob contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC).De acordo com o vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Pólo de Mello Lopes, o mesmo conceito foi utilizado para barrar importações da Comunidade Européia."A British Steel, na época, obteve parecer favorável da OMC, em panel que contestava o argumento dos Estados Unidos, de que as empresas privatizadas como ela recebiam subsídios do governo", afirma. Lopes diz que o conceito de subsídio utilizado pelos Estados Unidos não condiz com o da OMC. "No caso do Brasil é a mesma coisa, eles alegam que as empresas privatizadas continuaram recebendo subsídios do governo, o que é um absurdo", avalia. O executivo explica, porém, que qualquer contestação sobre a decisão deve ser feita individualmente pelas empresas prejudicadas, no caso Usiminas, Cosipa e CSN. Na opinião do vice-presidente executivo do IBS, esse movimento protecionista das empresas siderúrgicas norte-americanas causa turbulência no mercado. "A simples abertura desse tipo de processo inibe os importadores", explica.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.