Acusações da Bolívia não são realidade, afirma Petrobras

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, se negou nesta quarta-feira a comentar as declarações presidente da Yaciminentos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB - estatal petróleo e gás), Jorge Alvarado, que acusou esta semana a Petrobras de sabotagem no país. "Não há o que comentar porque esta acusação não corresponde à realidade", afirmou em rápida e tumultuada entrevista coletiva realizada ao final da cerimônia de inauguração da usina termelétrica Termorio, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, que agora passou a se chamar usina Governador Leonel Brizola.Ainda na entrevista, Sauer voltou a reiterar que a Petrobras não foi informada oficialmente das intenções da Bolívia de reajustar o preço do gás fornecido ao Brasil. "O contrato hoje está vinculado a uma cesta internacional e tem reajustes de três em três meses para acompanhar estas oscilações. Também no contrato está previsto que qualquer alteração diferente tem que ser levada à arbitragem internacional", comentou.Usina A usina inaugurada nesta quarta é a maior do País, com capacidade para gerar 1.040 megawatts (MW). Para atender a geração deste total, a unidade teria que consumir 5 milhões de metros cúbicos de gás natural, o equivalente hoje ao que é destinado ao mercado de GNV em todo o País. Sauer afirmou que a usina está nos planos da estatal para ser adaptada a operar também com óleo diesel.Em seu discurso durante o evento, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a conversão das usinas, bem como a maior utilização de outros combustíveis, como Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) ou Gás Natural Liquefeito (GNL), na geração elétrica é uma das novas etapas pela qual a companhia deverá passar agora e enfrentar como um desafio. Para o presidente da Petrobras, a cerimônia de hoje tem entre seus significados "simbólicos" marcar a fase de adaptação da geração térmica a estes novos combustíveis.Além de Gabrielli e Sauer, também estavam presentes ao evento os diretores de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, de Serviços, Renato Duque, de Finanças, Almir Barbassa, e da Área Internacional, Nestor Cerveró, além da governadora Rosinha Matheus.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.