Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Acusações são ultrajantes e sem mérito, diz Chevron

Ministério Público Federal acusa a empresa de crime ambiental e dano ao patrimônio público em decorrência do vazamento de petróleo no Campo Frade, em novembro de 2011

Sabrina Valle, da Agência Estado,

21 de março de 2012 | 19h10

A Chevron divulgou nesta quarta-feira, 21, uma nota em que afirma serem "ultrajantes e sem mérito" as acusações de crime ambiental e dano ao patrimônio público feitas pelo Ministério Público Federal conta a empresa e alguns de seus empregados em decorrência do vazamento de petróleo no Campo Frade, em novembro de 2011.

Segundo a companhia, não há provas até agora de que o acidente tenha ligação com o afloramento de óleo registrado neste mês a cerca de 3 quilômetros do poço perfurado no ano passado, nem de conduta intencional ou negligente por parte dos empregados. Também nega ter havido erro no cálculo da pressão usada no processo de perfuração do poço. "Uma vez que os fatos forem completamente esclarecidos eles irão demonstrar que a empresa e seus empregados responderam de forma apropriada e responsável ao incidente. A Chevron vai defender vigorosamente a companhia e seus funcionários", diz a nota.

A Chevron afirma ter colaborado "completamente e de forma transparente" com todas as autoridades competentes do governo brasileiro, embora tenha levado dez dias para comunicar o afloramento de óleo detectado no último dia 4 à Agência Nacional de Petróleo (ANP). "Isso inclui fornecer informações relevantes sobre o incidente e transporte em tempo hábil até o local do incidente para vários funcionários da ANP, policiais federais e outras autoridades". A nota segue afirmando que "proteger o meio ambiente é um valor fundamental da Chevron", disse."Nenhum óleo chegou à costa do Brasil. Nenhuma pessoa foi prejudicada em consequência do incidente e não há base técnica para supor que houve algum risco para a saúde humana".

Segundo a companhia, o primeiro incidente estava relacionado a um "kick", ou aumento de pressão inesperado, durante a perfuração de um poço de avaliação. O segundo afloramento, sua vez, ocorreu quando não havia nenhuma perfuração em andamento, ressaltou a empresa. "Além disso, amostras de óleo coletadas do segundo afloramento e analisadas pelo laboratório IPEX no Brasil e revisadas pela Chevron indicam que o óleo não é proveniente do reservatório de produção do Frade".

Já o óleo do afloramento recém-descoberto, segundo a nota, "apresenta propriedades químicas diferentes daquelas amostras coletadas em novembro, relacionadas ao incidente de perfuração, ou de outros poços de produção dentro do Campo Frade. Além disso, a amostra não contém lama de perfuração. A presença de lama de perfuração seria um indicador de que é proveniente do processo de perfuração. As amostras também confirmaram que o óleo oriundo dos afloramentos descobertos em março de 2012 é muito mais pesado que o do incidente de novembro de 2011."

A companhia também afirma que não há, hoje, nenhuma evidência plausível indicando que "um evento significativo possa vir a ocorrer". A Chevron informa que cerca de um barril de óleo vazou dos novos pontos de afloramento, resultando em um volume médio de mancha de cerca de 4 litros. Os pontos de afloramento de óleo estão localizados numa área de 10 m x 15 m, disse. "A maior parte do óleo proveniente destes pontos está coberta por equipamentos de contenção colocados no leito do oceano e especialmente desenvolvidos para este fim". 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.