Acusada de envolvimento em escândalo sexual perde contrato da VW

A Volkswagen alemã suspendeu o contrato de publicidade que mantinha desde 2002 com o programa da apresentadora brasileira Adryanna Barros, de 41 anos, acusada de envolvimento no escândalo do desvio de dinheiro para bancar viagens de prazer de altos executivos da empresa. A apresentadora vinha recebendo cerca de R$ 30 mil mensais como patrocínio para um programa de turismo que leva seu nome, exibido na Rede 21 de televisão. A última edição foi ao ar domingo passado. O corte no patrocínio foi comunicado pela agência de propaganda que cuida da conta da Volkswagen. Sem o dinheiro da empresa automobilística, Adryanna decidiu tirar o programa do ar. Durante os últimos 7 anos, ela manteve um relacionamento amoroso com Klaus Volkert, de 62 anos, ex-chefe do Conselho de Fábrica da Volkswagen. Uma auditoria interna descobriu, em junho, que desde meados da década de 90 a empresa organizava viagens de turismo sexual em países como Brasil e Índia para representantes sindicais e diretores. Além de Volkert, que pediu demissão, outros executivos, como o ex-diretor de Recursos Humanos Klaus -Joachim Gebauer e o então diretor da marca checa Skoda, Helmut Schuster, foram demitidos por estarem envolvidos no esquema. Na imprensa alemã, a brasileira foi mostrada como agenciadora de encontros e beneficiária da compra de imóveis, carros e jóias pagos com recursos da multinacional. Ela negou as denúncias e disse que processaria a empresa por danos morais. Adryanna não foi encontrada para comentar a suspensão do contrato. Denúncia contra Marinho O escândalo na Volkswagen está sendo apurado pelo Ministério Público da Alemanha que já indiciou 10 pessoas. Em depoimento ao MP, Gebauer chegou a envolver no esquema o ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Luiz Marinho. O ministro teria ido a uma festa em um bar noturno da Alemanha quando ainda era presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT). As despesas, que incluiriam bebidas e mulheres, teriam sido pagas pela Volks. Marinho confirmou a viagem à Alemanha, mas negou com veemência a denúncia, dispondo-se a processar o acusador.

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