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Acusados de fraude contra banco obtêm habeas-corpus

O 1º Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo concedeu habeas-corpus aos dois ex-operadores do banco Santander, Marcos Aylon Leão Luz e Roberto Cantoni Rosa, e ao principal executivo da corretora Ipanema, Alcyr Duarte Collaço Filho, acusados de realizarem operações fraudulentas que teriam causado um prejuízo de US$ 1,9 milhão na Tesouraria do banco no ano passado.Luz e Rosa chegaram a ficar quase um mês presos, em fevereiro. Collaço também teve a prisão preventiva decretada, mas não foi preso porque estava em viagem de férias com a família.Em março, os ex-operadores foram libertados, por força de uma liminar impetrada junto com pedido de habeas-corpus e concedida pela Justiça. A decisão de hoje torna definitivo o direito dos três de responder ao processo em liberdade.A suposta fraude teria sido descoberta, em dezembro do ano passado, pelos superiores de Luz e Rosa na mesa de operações do banco. A denúncia foi encaminhada para a Delegacia de Roubo a Bancos, da Polícia Civil de São Paulo, que iniciou investigações e conseguiu a decretação das prisões preventivas do três.O advogado Ricardo Hanson Sayeg, que defende Collaço, impetrou nesta sexta-feira uma medida de exceção de competência na 16ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo. Ele quer que o processo, que corre na Justiça Estadual para investigar as supostas fraudes, passe para a competência da Justiça Federal."Crimes financeiros são investigados pela Justiça Federal e nada justifica que o processo corra na Justiça Estadual", argumenta. "Só a Justiça Federal teria competência para investigar as supostas maquiagens no balanço do banco."

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