Acusados de fraude na Copel obtêm habeas corpus

O desembargador Leonardo Pacheco Lustosa, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu hoje habeas corpus para os acusados de participarem de uma operação de compra de créditos supostamente inexistentes da empresa Olvepar pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Segundo o Ministério Público, o prejuízo para o Estado com essa operação pode chegar a R$ 106 milhões.O desembargador determinou a libertação de três detidos e o recolhimento dos mandados de prisão para outros cinco. Ele preferiu se abster de analisar a competência do juízo de 1º grau para analisar a questão, visto que o ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel, Ingo Hübert, é um dos acusados. No entanto, considerou que não havia motivos para a restrição de liberdade dos envolvidos.Dos oito acusados, apenas os funcionários da Copel Cézar Antonio Bordin, André Grocheveski Neto e Sérgio Luis Molinari estavam presos. Estavam sendo procurados o ex-presidente da estatal, o ex-diretor Mário Bertoni, o advogado Antonio Carlos Pieruccini, o administrador Luiz Sérgio da Silva, e o "doleiro" Alberto Youssef. Pela denúncia, Hübert teria reconhecido créditos de ICMS inexistentes no valor de R$ 67,36 milhões. Posteriormente, a Copel teria pago R$ 39,6 milhões por parte dos créditos. O dinheiro teria sido depositado em contas não pertencentes à estatal. Apesar disso, foi dada baixa no débito no valor de R$ 45 milhões.

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