Adaptar site às telas pequenas é desafio

Enquanto alguns varejistas se destacam pelas inovações adotadas em pontos de venda ou por aplicativos móveis bem feitos, outros nem sequer têm sites que funcionam bem.

O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2013 | 02h08

A maior parte dos consumidores que tenta fazer pesquisas ou comprar em sites de grandes lojas brasileiras no smartphone passa, em geral, por uma experiência agoniante: é preciso "beliscar" a tela o tempo todo (para aumentar o tamanho) e arrastar a tela para esquerda, para a direita, rolar a página para cima, rolar para baixo - até desistir.

Durante o evento Think Retail, realizado pelo Google na semana passada, em São Paulo, para discutir a tecnologia no varejo, o especialista em marketing digital da empresa, Avinash Kaushik, exibiu sites para celulares de lojas online brasileiras.

Na maioria dos casos, a interface do site era a mesma vista em desktops ou então era poluída e nada convidativa. "Ainda estamos falando de uns dos maiores varejistas na internet no Brasil, que vendem como loucos?", questionou Kaushik, levantando a hipótese de que, se as versões online dos sites fossem boas, venderiam muito mais.

Um exemplo de bom site para plataformas móveis, para o especialista, é o da marca americana de roupas Bonobos. O site para smartphones tem menu simples e permite ver as peças e comprá-las com facilidade.

Adaptação. Uma das discussões no evento relacionou a teoria do naturalista britânico Charles Darwin à necessidade de ter uma página que funcione bem em smartphones: "Não é o mais forte que sobrevive nem o mais inteligente, e sim o que melhor se adapta às mudanças".

Não faltam motivos para que os sites se adequem às telas menores. Segundo pesquisa do Google, 85% da população brasileira deverá ter acesso à internet móvel em 2015. Hoje, há 30 milhões de usuários "multitelas" (que consomem conteúdo em TV, smartphone e computador) - 27% por cento fazem compras online, e, dessa parcela, 30% usam mais de um dispositivo para concluir a compra.

Ainda assim, mesmo as companhias que têm mais conhecimento para desenvolver sites adaptados ao celular não o fazem. No Brasil, apenas 25% das empresas de telecomunicações e 52% das empresas de tecnologia têm sites móveis./ N.F.

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