Adiada conclusão da compra da PeCom pela Petrobras

A Petrobrás poderá adiar mais uma vez a conclusão do negócio de compra da petroleira argentina PeCom. Prevista para o próximo dia 30, a transferência da PeCom Energia para a Petrobrás corre o risco de ser realizada somente em outubro, segundo informações de fontes de ambas empresas. Apesar do interesse dos dois lados de que o negócio seja fechado na próxima semana, as fontes dizem que existem inconvenientes sobre o refinanciamento da dívida da empresa com os bancos no exterior. Quando a Perez Companc decidiu vender 58,6% de seu pacote de ações por US$ 1,124 bilhão de dólares à Petrobrás, ficou acertado que o refinanciamento da dívida de US$ 2,2 bilhões da empresa ficaria sob a responsabilidade da família Perez Companc. Metade da dívida já foi renegociada mas está faltando 50% que está nas mãos de bancos estrangeiros, os quais estariam atrasados com as negociações. O próprio vice-presidente da PeCom, Oscar Vicente, admitiu ontem, durante um seminário, que se as duas partes estiverem de acordo, o prazo dado para 30 de setembro poderá dilatar-se por uns dias mais. Uma das fontes afirmou à Agência Estado que a estimativa para um prazo mais firme seria na segunda semana de outubro.Enquanto isso, a Petrobrás estuda qual a melhor forma para absorver os ativos, não só da PeCom mas também da petroleira Santa Fé, e reestruturar o conjunto dos negócios que irá controlar na Argentina. O assunto está sendo tratado pelo escritório jurídico XBB (Xávier, Bernardes, Bragança) que está assessorando a Petrobras. OpçõesDentre as opções estudadas estão: integrar todos os ativos em uma empresa ou formar várias sociedades, separando a exploração e produção (upstream), a comercialização e venda de combustíveis (downstream), e as empresas de eletricidade e transporte de gás e energia. A estratégia da Petrobras, segundo as fontes, é promover as sinergias entre Petrobras Argentina, Eg3, Perez Companc e a petroleira Santa Fé para que a empresa brasileira possa assumir o peso de ser a terceira no país, logo atrás da YPF e Shell, no mercado de combustíveis, e a segunda, atrás da Repsol, na produção de petróleo.

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