Adiamento do Minha Casa 3 foi político, diz Secovi

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) classificou como uma decisão política ligada à campanha eleitoral o adiamento da terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida pela presidente Dilma Rousseff. Por esse motivo a postergação do lançamento não preocupa o setor, que espera o anúncio ainda em junho com condições mais favoráveis do que haveria se o cronograma original fosse mantido pelo governo federal. As declarações são do vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Flávio Prando, em entrevista ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

29 de maio de 2014 | 13h56

O lançamento da fase 3 do Minha Casa Minha Vida estava programado inicialmente para esta quinta-feira, 29. De acordo com fontes do setor de construção civil consultadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, o anúncio foi adiado porque o governo federal procura uma contraproposta à promessa do pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, de construir 4 milhões de casas populares em quatro anos. A atual meta da presidente seria inferior a esse número, segundo as fontes.

Prando acredita nesta versão sobre o adiamento, embora oficialmente o Palácio do Planalto afirme que a cerimônia de lançamento foi cancelada por incompatibilidade da agenda de Dilma. "O motivo nos parecer ser por questões politicas", disse. Segundo ele, não existe o risco de postergação do lançamento do programa além de junho porque o Minha Casa Minha Vida é um dos pilares da candidatura da presidente Dilma. "Ela certamente usará a fase 3 como um grande mote de campanha", completou.

O dirigente afirmou que o atraso de alguns dias não altera as perspectivas do setor imobiliário em relação ao programa habitacional porque a fase 2 do Minha Casa Minha Vida segue ativa. Segundo ele, ainda há cerca de 400 mil residências para serem contratadas no âmbito do programa para este ano. "É em cima disso que estamos trabalhando", disse Prando. Desde o início do Minha Casa Minha Vida, em abril de 2009, até o final deste ano o governo deverá contratar 3,750 milhões de moradias.

Eleição

O representante do Secovi-SP afirmou, ainda, que qualquer que seja o presidente escolhido nas eleições deste ano a construção de moradias populares deve continuar no País. Ele contou que, além da sinalização de Campos a respeito do Minha Casa Minha Vida, o pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, recebeu material sobre política de Estado para a habitação elaborado por um painel do 86.º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Goiânia na semana passada.

"O setor está otimista de que qualquer que seja o presidente a partir de 2015 a construção habitacional será prioridade", afirmou. O Secovi-SP estima em 5,5 milhões de moradias o déficit habitacional do País.

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