Administrador da Parmalat diz que 2006 será um ano decisivo

O administrador da companhia agro-alimentar italiana Parmalat, Enrico Bondi, disse, nesta segunda-feira em um encontro com analistas em Milão, que 2006 será "o ano da verdade" para a empresa, depois da grave crise vivida em 2003. Segundo o executivo, será aplicado um complexo programa de reorganização societária e haverá o lançamento de produtos.A empresa precisa mostrar que pode cumprir os objetivos determinados, mas "não será um passeio, e a concorrência é forte", acrescentou o administrador, citado por veículos de comunicação locais.ReceitaA receita do grupo nos dois primeiros meses deste ano chegou a 613 milhões de euros, um aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2005, e um Ebitda (o quanto a empresa gera de recursos apenas em sua atividade, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos) que representa 7,3% da entrada, informou a companhia.A Parmalat fechou 2005 com lucro líquido de 45,3 milhões de euros, contra o prejuízo de 173,7 milhões em 2004, de acordo com os resultados apresentados na sexta-feira.EscândaloA empresa, que foi declarada insolvente no final de 2003 em meio a um grande escândalo, está passando por um projeto de saneamento sob o comando de Bondi e retornou à Bolsa de Milão em outubro passado.O diretor-geral da Parmalat, Carlo Prevendini, confirmou o lançamento de dez novos produtos da divisão láctea e de outros cinco no de bebidas a base de frutas. Também disse que a empresa planeja "sair antes da administração extraordinária", estabelecida depois da grave crise, quando Bondi foi nomeado administrador pelo governo.InvestimentoNo ano passado, o grupo investiu 66 milhões de euros. O nível ideal "deveria ser de 80 a 90 milhões, enquanto os gastos com publicidade, de 57,4 milhões, estão em um nível justo", disse Prevendini.A Justiça da Itália tem um processo aberto para esclarecer o que levou à crise na companhia e encontrar os responsáveis pela falência.

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