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Administradora de fundos do BB encerra setembro com US$ 100 bi de recursos

A administradora de fundos do Banco do Brasil, a BB DTVM, encerrou setembro com cerca de US$ 100 bilhões de recursos de terceiros sob sua administração. "É um marco histórico", comemorou o presidente da instituição, Nelson Rocha Augusto, em entrevista nesta quinta-feira. Ele lembrou que a BB sozinha tem mais recursos de terceiros sob gestão do que a soma dos maiores mercados da América Latina, como México, Chile e Argentina. No total de US$ 100 bilhões estão incluídos os recursos disputados em mercado e os outros que são cativos da própria BB DTVM por determinação legal. A parcela que é disputada no mercado, segundo Augusto, soma cerca de R$ 180 bilhões e é comparável a de outras instituições listadas pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) e quase R$ 40 bilhões de mercado cativo. A BB DTVM é otimista quanto às perspectivas para os fundos de investimentos no País, lembrando que a indústria no Brasil já ultrapassa R$ 873 bilhões. "E tudo indica que vai continuar crescendo firme nos próximos anos", complementou, mesmo após o forte crescimento registrado nos últimos anos. Augusto lembrou que no final de 2002, o total de recursos geridos pela distribuidora do Banco do Brasil somava R$ 66 bilhões, pulando para R$ 102 bilhões no final de 2003, R$ 124 bilhões no final de 2004 e R$ 153,5 bilhões no final do ano passado. Em menos de quatro anos, o total gerido pela instituição cresceu quase três vezes, lembrou. Na visão de Augusto, um sinal claro de que o mercado brasileiro tem grande potencial de crescimento é o movimento por parte dos grandes gestores internacionais. "Todos os grandes administradores de recursos internacionais estão se movimentando no Brasil", observou. É o caso do UBS, que comprou o Banco Pactual, do "namoro" do Credit Suisse com a Hedging-Griffo, do interesse da Lehman Brothers pelo Banco Fator, entre outros, da compra da carteira de títulos do Citibank pela Leg Maison, citou."Isso mostra que os grandes gestores internacionais estão de olho no mercado brasileiro", complementou. O interesse dos grandes players internacionais reflete a confiança no mercado brasileiro e ao fato de o sistema regulatório atender as exigências desses investidores, na visão de Augusto. "A instrução 409 e outros instrumentos legais baixados nos últimos anos viabilizaram o forte crescimento do setor", apontou. Na sua visão, há uma boa colaboração entre os órgãos gestores e as entidades de classe do setor, como a Associação Nacional dos Bancos de Investimento. "Na área de fundos, o que foi feito atende aos interesses do mercado e permitiu a alavancagem do setor", complementou. Distribuição de recursosSegundo Augusto, a BB DTVM quer distribuir os seus fundos de investimentos através de outros canais, além das agências do próprio BB. De acordo com ele, o assunto será analisado na reunião do Conselho de Administração da BB DTVM no próximo dia 26. "Acredito que será aprovado, pois vai ampliar a nossa capacidade de crescimento", comentou. A administradora de fundos do BB é líder na administração de recursos de terceiros no País, com 20% de participação no mercado, com cerca de 1,4 milhão de cotistas. Augusto acredita que outras gestoras de recursos, especialmente as não ligadas a grandes conglomerados, terão interesse em vender os fundos da BB DTVM. "É um novo produto, com a placa do maior banco do País e que tem apresentado resultados sólidos em termos de performance. Certamente outras instituições terão interesse no negócio", avaliou. O presidente da BB não considera que isso prejudicaria o próprio Banco do Brasil, que deixará de ser distribuir exclusivo dos fundos da sua distribuidora. Ele lembrou que o próprio banco estatal já oferece produtos de outras gestoras (além da BB DTVM) para clientes private, ou seja, investidores com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras. BRICsAugusto informou que a BB DTVM deverá atuar como ´advisor´ da gestora de recursos norte-americana Principal num fundo de investimento especializado no grupo de países agrupados pela sigla BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). A Principal é uma das maiores gestoras do mundo e o fundo deverá ser lançado no mercado asiático, em Hong Kong. O presidente da administradora do BB disse que o lançamento deverá ocorrer em novembro e ele estima que "por baixo" o fundo deverá captar pelo menos US$ 50 milhões, num primeiro momento. "O potencial é muito grande", disse Augusto, lembrando que há grande liquidez nos mercados asiáticos. Com a parceria que está sendo fechada, caberá à BB DTVM indicar ao gestor quais ativos o novo fundo deverá adquirir no Brasil e em qual montante.Para os outros mercados, a Principal deverá utilizar a sua própria estrutura de análise, segundo o executivo. Ele atribui a escolha da BBDTVM não só ao fato de a instituição ser líder na gestão de recursos no País, mas também por ter tido os seus processos atestados pela Agência Moody´s, no nível MQ1. Segundo explicou, o "selo" da Moody´s indica que a instituição brasileira tem bons sistemas de controles internos e boas práticas de governança corporativa. Matéria alterada às 17h44 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

05 de outubro de 2006 | 17h01

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