Admitir inflação maior é convite para ela crescer, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou hoje, ao comentar a definição da meta de inflação para 2006 pelo Conselho Monetário Nacional, que não concorda com a teoria de que "um pouquinho mais de inflação gera um pouquinho mais de crescimento". Apesar das pressões para o aumento da meta de 2005, o CMN manteve essa meta para o ano e fixou o mesmo patamar de 4,5%, com menor variação, para 2006."Quando você deixa de tratar o controle da inflação como uma questão fundamental de sua política econômica, o risco pode ser o de a inflação voltar a níveis indesejados. Admitir uma inflação maior é um convite para a inflação crescer", enfatizou Palocci em entrevista aos jornalistas após participar do II Congresso da Indústria Paulista, promovido pela Fiesp.Perspectivas de crescimentoQuestionado sobre a previsão feita no mesmo evento pelo ministro Luiz Fernando Furlan de que o PIB em 2004 deve crescer acima de 4%, Palocci foi mais cauteloso. Admitiu que "talvez" o número do PIB este ano fique acima das expectativas, mas ressaltou que o que importa é tanto sustentar esse crescimento ao longo dos próximos anos como aumentar a taxa potencial para o PIB brasileiro.Também reiterou que a economia está em franca recuperação e que só não vê essa retomada "quem não quer". "O Furlan faz previsões como todo mundo, é um ministro otimista", brincou Palocci em tom bem humorado.

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