Adoção de agenda ESG agrega valor às empresas e ajuda na captação de recursos na bolsa
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Adoção de agenda ESG agrega valor às empresas e ajuda na captação de recursos na bolsa

Práticas de governança que levam em consideração questões ambientais e sociais já são estratégicas no impulsionamento de negócios. B3 possui oito índices ESG

B3, Estadão Blue Studio
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22 de fevereiro de 2022 | 14h30

O aumento da consciência sobre a importância do tema sustentabilidade vem fazendo com que tanto executivos quanto investidores cada vez mais integrem fatores ESG (sigla em inglês que significa environmental, social and governance, e corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização) no gerenciamento de risco, estratégia, políticas, processos e cultura de suas organizações. A desigualdade crescente, a necessidade de justiça social, exigências para maior transparência e eventos de clima extremos estão entre os fatores que têm impulsionado líderes em todo o mundo a agir em relação à adoção de melhores práticas ESG.

Cesar Tarabay Sanches, superintendente de Sustentabilidade da B3, a bolsa do Brasil, considera que o ESG tem um papel fundamental em apoiar mercados de capitais mais eficientes, pois níveis elevados de transparência e acesso a dados podem mitigar riscos importantes relacionados a mudanças climáticas, desflorestamento, gestão da água, diversidade, inclusão, capital humano e social, governança, modelos de negócio, inovação, tecnologia, entre outros.

“De forma geral, a adoção de práticas ESG pode criar valor para as empresas de cinco maneiras principais: acelerando crescimento de seu top-line; reduzindo custos; minimizando riscos regulatórios, legais e reputacionais; melhorando o gerenciamento do capital humano; e otimizando investimentos em novas tecnologias e inovação. Esses elementos também podem levar a melhores condições para acesso ao mercado de capitais através de diversificação de estrutura de financiamento, acesso a mercados locais e globais, redução de custo de capital, mitigação de risco e alongamento de perfis de maturidade”, diz Cesar Tarabay Sanches.

É importante destacar que a B3 está atenta a esse movimento, e a estratégia ESG da bolsa conta com três pilares: adoção das práticas ESG, promoção de desenvolvimento de produtos e serviços ESG. A B3 conta atualmente com 70 índices de mercado, sendo que oito deles estão relacionados ao ESG: ISE B3; ICO2 B3; Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT); Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (Itag); Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGCX); Índice de Governança Corporativa Novo Mercado (IGNM); S&P/B3 Brasil ESG; e GPTW/B3.

“Os índices ESG da B3 são uma grande referência para gestores e investidores atentos a essa agenda. As companhias listadas veem nos índices uma ferramenta importante para mapear suas atitudes ESG e a evolução dessas práticas. Entre os temas avaliados, dependendo de cada índice, estão práticas trabalhistas, ética nos negócios, diversidade e inclusão, políticas e práticas de gestão ambiental, governança, ambiente de trabalho, capital social, capital humano, mudanças climáticas etc. Estar nos índices, portanto, significa estar entre as empresas com as melhores práticas ESG, num momento em que o investidor, o consumidor e a sociedade estão atentos a essa agenda e considerando esses critérios para tomar suas decisões de investimento e consumo”, comenta.

Criada em 2007 como uma empresa de consultoria em meio ambiente, que fazia planos de emergência para combate a derramamentos de óleo no mar, a OceanPact tem o tema ESG como parte do propósito e da missão, que diz que a companhia existe para ajudar os clientes a usar os recursos dos oceanos, garantindo ao mesmo tempo sua proteção.

“O mundo todo precisa conhecer mais os oceanos e se preocupar mais com eles, entendendo seu papel na regulação do clima, como fonte de proteína e de biodiversidade, e vendo que ele sofre com o uso descontrolado de seus recursos, com a poluição e destruição de ambientes importantes como os bancos de corais e os manguezais, e que um planejamento espacial costeiro vai precisar levar em conta todos esses papéis, e os novos que serão agregados com o crescimento da ‘economia azul’ – eólicas offshore, energia das ondas e marés, aquacultura em mar aberto, e uma valorização do turismo náutico e costeiro”, diz Flavio Andrade, CEO da companhia.

A OceanPact realizou a abertura de capital em fevereiro do ano passado, e o interesse dos investidores superou as expectativas da empresa. “O foco no longo prazo nos incentivou a fazer investimentos importantes, aproveitando o contraciclo da indústria e os baixos preços das embarcações e empresas do setor”, comenta Andrade. “Além da capacidade de investimento e do alcance na divulgação do nosso planejamento, dos resultados e da nossa governança, vejo que ficamos mais expostos ao mercado como um todo, recebendo e participando de diversas oportunidades, inclusive com novos parceiros internacionais, que abrem uma perspectiva muito bacana para crescer e aumentar nossos serviços para a base atual de clientes e para o desenvolvimento de nossas atividades no mar”, complementa o executivo.

Pioneira tendo o ESG como algo enraizado em sua cultura e também em seu modelo de negócio, a OceanPact é uma empresa que trabalha para que no longo prazo os conceitos de sustentabilidade, governança e responsabilidade social estejam integrados e enraizados em todas as empresas, e não apenas nas pioneiras. “Só assim os efeitos e as lições aprendidas serão perpetuados. Sabemos que a descarbonização é importante e necessária. O mundo não aguenta, os oceanos não aguentam, o clima não aguenta, e começa a atrapalhar mesmo o crescimento, de forma que não acho que o ‘enraizamento’ seja uma questão de opção, mas sim de necessidade”, finaliza Andrade.

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