MÁRCIA DE CHIARA/ESTADÃO
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'Adoro comer em fast-food desde criança'

Para a estudante Évany Rosário, o gosto do sanduíche remete a memórias de infância

Raquel Brandão e Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2019 | 05h00

A estudante de enfermagem Évany Cristina Rosário, de 24 anos, vai duas vezes por mês ao McDonald’s comer o sanduíche Big Mac, o seu lanche preferido. “Amo comer fast-food”, disse a estudante, que na tarde de ontem saiu com a família para almoçar na rede de lanchonetes. “Se eu pudesse, viria mais vezes fazer as refeições aqui”, disse.

Ela já experimentou um sanduíche novo, sabor picanha, lançado recentemente pela empresa. Mas ainda prefere o lanche clássico, o Big Mac, porque o sabor remete à sua infância. De tanto que é fã de hambúrguer, quando criança Évany chegou a ter uma boneca que, no lugar comer papinha, comia o sanduíche. O prazer é tanto de comer o lanche, que ela nem procura saber as calorias que ganha a cada refeição deste tipo. Mas ponderou que tem preocupação com a saúde e procura nas outras refeições dar uma equilibrada no consumo de itens mais calóricos.

Outra amante do hambúrguer é a youtuber Marcela Perez, de 29 anos. Influenciada pelos pais, ela consome hambúrguer desde criança. “Todo fim de semana íamos comer em algum lugar e não se tinha muitas opção de hamburgueria, era algo bem de fast-food mesmo.”

Marcela continua comendo hambúrguer todo fim de semana e o hobby virou trabalho. Há três anos ela testa e indica nas redes sociais lugares para comer. Destas indicações, cerca de 80% são de hambúrguer.

A youtuber acha positiva a renovação de produtos feita pelas redes de fast-food para competir com as hamburguerias. Mas pondera que os frequentadores de fast-food não estão preocupados com calorias.

Já empresário Marcos de Souza Meneses, de 35 anos, reduziu o consumo de hambúrguer, especialmente os sanduíches das redes de fast-food, desde que começou o regime alimentar no final do ano passado para perder peso.

Artesanal. Agora, ele e a esposa saem para comer hambúrguer a cada 15 dias – antes era toda semana – e frequentam as hamburguerias artesanais. O casal, que mora na zona Norte da capital, atravessa a cidade em busca da carne saborosa. “Como hambúrguer de fast-food só se der aquela vontade no final do dia, mas prefiro o hambúrguer gourmet.”

O motivo da escolha é que ele quer sentir o sabor da carne, o que na sua opinião é possível no hambúrguer artesanal. Já nos sanduíches das redes de fast-food, Meneses disse que não consegue sentir o gosto e acaba consumindo mais guloseimas, como a batatinha frita.

Também a estudante de arquitetura Natália Azevedo, de 22 anos, que mora em Aracaju (SE), reduziu o consumo de hambúrguer das redes de fast-food. “Como hambúrguer em fast-food, mas bem menos do que em hamburguerias ou em casa.” Na opinião da estudante, as redes estão tentando reproduzir o sabor dos hambúrgueres artesanais, mas os sanduíches ainda não são tão bons. “A carne é muito fina. Eles estão aumentando o número de discos de carne, as fatias de bacon, mas colocam pedaços pequenos e secos. Por isso, apelam para molhos.”

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