ADRs brasileiros caíram 24,81% em 2001

O índice de American Depositary Receipts ADRs brasileiros do Bank of New York fechou 2001 com queda de 24,81%. O índice monitora o desempenho de 29 empresas, cuja capitalização de mercado em Nova York é estimada em US$ 48,2 bilhões. Embora a queda tenha prevalecido entre os ADRs brasileiros no ano passado, algumas empresas conseguiram apresentar ganhos significativos no período. A siderúrgica Gerdau subiu 14,24%, enquanto Aracruz Celulose terminou em alta de 21,71%. Entre as que recuaram no ano passado estão AmBev, que caiu 21,20%, e Embraer, que apresentou queda de 44,33%.O último trimestre do ano passado teve entre seus destaques o lançamento de ADRs de nível 2 do Bradesco. O maior banco privado brasileiro, que já negociava ADRs nível 1 (no mercado de balcão) desde 1997, listou seus papéis na Bolsa de Nova York (ADRs nível 2) em novembro. No mesmo mês, a Brasil Telecom, empresa de telefonia fixa que atua na região centro-sul do País, também listou seus ADRs nível 2 na Bolsa de Nova York.As transações com ADRs brasileiros movimentaram no ano passado um total de 1,957 bilhão de papéis, divididos em 481 milhões no quarto trimestre, 377 milhões no terceiro, 556 milhões no segundo e 543 milhões no primeiro trimestre.Em janeiro deste ano, as negociações voltaram a cair tanto em volume financeiro quanto em número de papéis. Foram negociados 110 milhões de ADRs brasileiros no mês passado, de 123 milhões em dezembro, o que representou movimento financeiro de US$ 1,793 bilhão, abaixo, portanto, dos US$ 2,031 bilhões transacionados em dezembro.Embora seja difícil avaliar os motivos da queda em janeiro, René Boettcher, vice-presidente para ADRs do Bank of New York, afirma que durante o m6es de dezembro é comum um movimento mais forte do que o começo do ano. "Os fundos de investimentos estão fechando seus balanços e tendem a movimentar um volume maior", explica.ADRs movimentaram U$ 38 bilhõesO volume financeiro movimentado pelos ADRs de empresas brasileiras na Bolsa de Nova York totalizou US$ 38 bilhões no ano passado. No último trimestre, o volume transacionado foi de US$ 7,036 bilhões, o que mostra uma recuperação em relação ao terceiro trimestre, quando as negociações recuaram para US$ 5,4 bilhões, acompanhando o declínio geral do mercado após os atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA.Os negócios com ADRs brasileiros no quarto trimestre, no entanto, continuaram abaixo das operações realizadas nos dois primeiros trimestres do ano passado. No segundo trimestre, as negociações somaram US$ 11,37 bilhões. O primeiro trimestre foi o melhor para os papéis brasileiros no ano passado, quando os ADRs movimentaram US$ 14,2 bilhões, num reflexo das previsões otimistas para a economia brasileira que circulavam no início de 2001.Os dados são do Bank of New York, um dos maiores depositários de ADRs do mundo, e se referem exclusivamente às empresas brasileiras que têm ADRs listados em Bolsa, ou seja, excluem as transações de balcão, mas representam a maior parte das transações com papéis do País em Nova York.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.