ADRs de siderúrgicas sobem em NY

A capacidade de vender produtos no estrangeiro, com o aumento de 50% dos preços em dólar dos produtos de aço desde dezembro, tem ajudado as ações das siderúrgicas latino-americanas a registrarem um desempenho melhor que o de outros setores. Apenas cinco dos 68 ADRs latino-americanos tiveram valorização no ano; dois deles são de siderúrgicas. ADRs são American Depositary Receipts, recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores de Nova York.Os ADRs da argentina Siderca SA, que exporta cerca de 70% do aço que produz, saltaram 22% nos primeiros oito meses do ano. Os papéis da brasileira Gerdau SA avançaram 7,8% durante o mesmo período, à medida que as operações da siderúrgica na América do Norte a capacitaram a gerar aproximadamente 25% de seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) nos EUA.Uma série de companhias já adotou passos para aumentar vendas e receita com exportação no exterior. Outras indicaram em seus balanços relativos ao segundo trimestre que têm planos para fazer isso. Entre as siderúrgicas brasileiras, a Companhia Siderúrgica Nacionsl (CSN), a maior do País, planeja aumentar suas exportações para 35% da produção total, acima dos 25% do segundo trimestre. A Usiminas tem como objetivo índice de exportação semelhante.Enquanto isso, na Argentina, a Acindar exportou 22% a mais em volume no primeiro semestre do que há um ano. A Siderar SA ampliou suas vendas estrangeiras em 11% na mesma base de comparação. Ao contrário de suas correspondentes brasileiras, as companhias argentinas estão se beneficiando com a isenção de sobretaxas de salvaguarda a produtos de aço importados levantadas em março sobre os EUA.O crescimento das receitas com exportação compensa apenas parcialmente os efeitos devastadores da fraca atividade econômica doméstica e da acentuada depreciação das moedas. A Usiminas responsabilizou a desvalorização do real pelo seu prejuízo líquido de R$ 290 milhões no segundo trimestre, que reverteu lucro líquido de R$ 14 milhões durante o mesmo período de 2001.A CSN sofreu um prejuízo líquido de R$ 408 milhões durante a primeira metade do ano, bem acima do prejuízo de R$ 181 milhões de igual período do ano passado. Na Argentina, as companhias continuam vulneráveis às reviravoltas governamentais para estabilizar as finanças do País.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.