André Dusek/Estadão
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'Adversários dirão que estamos tirando direitos, mas estamos salvando o Brasil', diz Jucá

Segundo o líder do governo no Senado, PEC do Teto será aprovada na Casa 'mais tranquilamente do que na Câmara'

Lorenna Rodrigues e Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2016 | 11h02

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO), disse que o Senado votará a PEC do teto de gastos, a reforma da Previdência e todos as reformas que o Brasil precisar. "Adversários dirão que estamos tirando direitos, mas estamos salvando o Brasil", afirmou, em encontro do PMDB. 

Após sua fala, Jucá disse que discutirá ainda hoje o envio da reforma da Previdência com o presidente Michel Temer. Sobre a PEC que estabelece um teto para os gastos públicos por 20 anos, em apreciação no Senado, Jucá disse que o projeto será aprovado "mais tranquilamente do que na Câmara", onde teve ampla maioria. 

Em discurso forte para os colegas de legenda, o senador disse que os partidos políticos são vistos de forma negativa e distante da população e que o PMDB deve ser uma força transformadora para o país. "Temos um presidente que, colocado pelo destino onde está, tem missão de reconstruir rumos do País", completou. "Temos obrigação de terminar o governo Temer com o PMDB maior do que entrou". 

Jucá fez uma crítica ao próprio partido e disse que a legenda tem atuações que não se comunicam e que é preciso mais integração. Também conclamou o partido a ter bandeiras "claras e identificáveis pela população" e que não pode ter discursos pasteurizado.

Ele acrescentou que os partidos políticos têm que se reinventar e que o PMDB tem capilaridade e qualidade para ser a força "mais querida" do Brasil. 

"O formato político do passado esta em decomposição. Os partidos que não se atualizarem estão fora do jogo", completou. "Partido político não pode funcionar só em época de eleição".

Ele disse que a meta é transformar o PMDB em uma legenda profissional e que gastará o que for preciso para fazer do partido uma "força transformadora". "Não quero ter grande saldo bancário nas contas (do partido), quero ter gente nas ruas", completou.

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