Advogado de dono da Daslu pede ao TRF reconsideração da prisão

O advogado Octávio César Ramos, que tem como cliente o sócio da Daslu, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, entrou hoje com pedido de reconsideração no Tribunal Regional Federal da 3ª Região para libertar o empresário, preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos desde quinta-feira. O desembargador Luiz Stefanini, do TRF, já negou, na sexta-feira, um pedido de habeas-corpus com urgência para Albuquerque.Albuquerque foi preso em sua residência, no Morumbi, na capital paulista, pela Polícia Federal (PF) e, depois de levado ao Instituto Médico Legal (IML). Além deles, mais cinco donos de importadoras são acusados de formação de quadrilha, descaminho aéreo consumado (importação de produtos lícitos, mas de maneira irregular), descaminho aéreo tentado e falsidade ideológica. Conforme o Ministério Público Federal, eles podem, se condenados, pegar até 21 anos de prisão.A prisão preventiva foi decretada pela juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Criminal de Guarulhos, a pedido dos procuradores da República Matheus Baraldi Magnani e Jefferson Aparecido Dias. Magnani justificou a prisão com três motivos: reiteração criminosa, tentativa de comprometimento do andamento do processo e ocultação para não ser intimado para atos judiciais. Albuquerque é irmão da proprietária da butique, Eliana Tranchesi. Tanto Albuquerque quanto sua irmã já estiveram presos na Polícia Federal, em julho de 2005, quando foram efetuados mandados de busca e apreensão e prisões temporárias pela polícia. Eliana ficou detida por 11 horas, já seu irmão passou 5 dias sob custódia.O casoNo início deste ano, a Receita Federal em Santa Catarina apreendeu no Aeroporto de Navegantes uma carga de R$ 1,7 milhão composta, em sua maioria, por bolsas das marcas Chanel e Gucci, trazidas da Europa pela Columbia Trading. De acordo com o Ministério Público Federal, a empresa serviu para ocultar a real importadora, facilitando a sonegação de R$ 330 mil em Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), já que a nacionalização foi feita pela Columbia, e não pela Daslu. A informação chegou a Magnani há cerca de 12 dias.Segundo o procurador, o diretor da butique se ocultava para não ser intimado. "Também já trocou seis vezes de advogado", disse. O objetivo, explicou Magnani, é tentar a prescrição do crime. Outro problema, o procurador afirmou que Albuquerque chegou a ser procurado pela Justiça sete ou oito vezes e não foi localizado.

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