Advogado diz que aplicações são 'compatíveis'

O investidor Adalberto Salgado Júnior, que a Polícia Federal suspeita ter sido usado pelos administradores do Banco Panamericano no esquema de fraudes garante que suas aplicações são absolutamente compatíveis com o mercado financeiro.

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2011 | 03h05

Seu advogado, o criminalista Roberto Podval, é taxativo. "Os ganhos que ele (Salgado) obteve são compatíveis com o risco referente às aplicações realizadas. Posso assegurar que não houve fraude nenhuma nos investimentos do meu cliente."

Podval, advogado prestigiado nos tribunais e com larga experiência na defesa de empresários citados em operações da PF, informou que Salgado aguarda ser intimado para depor no inquérito que investiga o rombo de R$ 4,3 bilhões no Panamericano. "Ele (Salgado) vai prestar todos os esclarecimentos necessários, não deixará sem resposta nenhuma indagação da autoridade policial e vai demonstrar com documentos como realizou suas aplicações", anotou Podval.

O criminalista observou que Salgado "mal tinha contato" com os administradores do Panamericano. "Ele possui bens, todos declarados, e também aplicações em outras instituições financeiras", acrescentou o defensor.

Sobre os juros excepcionais de 697% ao ano, revelados pelo relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), Roberto Podval esclareceu. "(São) aplicações em títulos futuros com vencimentos para daqui a 10 ou 20 anos. Óbvio que nos bancos pequenos, com o risco que existe e o prazo para resgate, os juros não são 12% ao ano. Vamos demonstrar a licitude das operações." O advogado observou que quando Salgado for intimado pela PF vai comparecer e explicar. "Eu reitero que as operações são compatíveis com os rendimentos dele." /F.M.

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