AE premia hoje 10 empresas, com presença de Dilma

A Agência Estado premia hoje à noite dez empresas de capital aberto que apresentaram os melhores resultados em 2010, em um universo de 205 companhias pesquisadas. Trata-se do Destaque Agência Estado Empresas 2011, elaborado em parceria com a Economatica, que em sua 11ª edição contará com a presença da presidente Dilma Rousseff, em evento na Casa Fasano, em São Paulo.

EQUIPE AE, Agencia Estado

28 de junho de 2011 | 09h41

Com critérios técnicos que levam em conta risco, liquidez e retorno, além dos chamados indicadores fundamentalistas que mostram se o negócio da empresa vai bem e qual a perspectiva futura, o prêmio seleciona a cada edição 10 companhias de capital aberto, com patrimônio líquido superior a R$ 10 milhões, uma das quais é considerada a grande vencedora.

Com o prêmio, a Agência Estado busca estimular o mercado de capitais brasileiro. O evento de hoje à noite será transmitido ao vivo pela TV Estadão.

Já receberam o prêmio empresas de todos os ramos de atividades, como Vale, Petrobras, Pão de Açúcar, Braskem e Usiminas, além dos bancos Bradesco e Itaú. Na primeira colocação estiveram desde 2000, nesta ordem, Bradesco, Souza Cruz, Lojas Americanas, Copesul, Weg, CSN e Natura.

No ano passado ao completar dez ano da premiação, a Agência Estado fez uma comemoração especial e elaborou em parceria com a Economatica o ranking da década, quando a Ambev foi a grande vencedora.

Quando o nome das vencedoras for conhecido hoje à noite, o ranking mostrará empresas que obtiveram um desempenho excepcional, em um cenário que foi muito favorável para todas as companhias brasileiras, o melhor dos últimos 20 anos.

Rentabilidade

Pesquisa da Economatica mostra que, na mediana, a rentabilidade das empresas de capital aberto medida pelo Roe, ficou em 14,2%.

Esse indicador é o resultado da relação entre o lucro líquido do ano sobre o patrimônio médio da empresa. Desde 1991, em nenhum momento as empresas atingiram essa rentabilidade média.

Naquele ano, o indicador chegou a ser negativo em 5,1% e, com exceção de 1994, em todos os outros anos da década até 2002 o Roe ficou abaixo de dois dígitos.

Para este ano, com o principal índice da Bolsa, o Ibovespa, acumulando queda superior a 10% até ontem e o governo adotando uma política monetária restritiva, com alta dos juros e medidas de contenção ao crédito, o cenário das companhias brasileiras pode ficar mais difícil.

O desafio será acertar a previsão de demanda e equilibrar a manutenção de caixas robustos com investimentos necessários para fazer frente à concorrência cada vez mais acirrada, motivada pela chegada de novos entrantes, inclusive estrangeiros, atraídos pelo crescimento econômico e pela imagem positiva do Brasil no exterior.

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