AEB prevê alta de 6% das exportações em 2008

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou hoje as primeiras projeções para a balança comercial em 2008. O vice-presidente da instituição, José Augusto de Castro, disse que a estimativa é que as exportações aumentem 6% em 2008 em relação a 2007, passando de US$ 159,3 bilhões em 2007 para US$ 168,8 bilhões em 2008. Já as importações deverão crescer 15% no ano que vem em relação a 2007, para US$ 139,1 bilhões, reduzindo em 22% o superávit na balança comercial, de US$ 38,3 bilhões em 2007 para US$ 29,7 bilhões em 2008.O crescimento das exportações, segundo Castro, estará concentrado nos produtos básicos, cujas vendas externas deverão aumentar 15,7% no ano que vem ante 2007. No caso dos produtos industrializados, a projeção é de um crescimento de apenas 1,5%. O vice-presidente da instituição espera que o principal incremento nas importações no ano que vem ocorra em combustíveis e lubrificantes (19,9% ante 2007), especialmente em petróleo (22,1%, para US$ 14,5 bilhões). As importações de bens de capital, segundo ele, deverão aumentar 14,9%.Castro prevê também que a participação prevista de 34,7% em 2008 para os produtos básicos no total das exportações poderá ser a maior desde 1983 quando atingiu 38,9%, em contrapartida aos manufaturados, cujo índice projetado de 50,4% poderá ser o menor desde 1980, quando alcançou 44,8%. "Os produtos básicos serão responsáveis pela expansão das exportações, ainda que pequena, graças preponderantemente à elevação das cotações médias do minério de ferro, complexo soja, petróleo e derivados, e aumento da produção de aviões".Segundo ele, a elaboração da previsão da AEB para a balança comercial em 2008 considerou que o crescimento do PIB dos Estados Unidos e o comércio mundial "sofrerão leve desaceleração, permanecendo o atual cenário favorável às cotações das commodities, exceto as metálicas utilizadas no segmento imobiliário".O vice-presidente da AEB listou também algumas "peculiaridades" sobre as exportações no ano que vem, destacando que, a exemplo do que ocorreu pela primeira vez com o minério de ferro em 2007, em 2008 deverá ser o petróleo em bruto que também deverá ultrapassar US$ 10 bilhões em exportações, com o minério de ferro podendo atingir US$ 12,25 bilhões e o petróleo, US$ 11,05 bilhões. Para Augusto de Castro, a atual taxa de câmbio "continuará sendo a mola propulsora para o crescimento projetado para as importações, mesmo em caso de eventual crescimento do PIB inferior ao previsto".

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