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AEB teme aumento em cadeia do protecionismo

O anúncio do assistente do Comissário de Comércio Exterior da Comunidade Européia, Anthony Gooch, de que não apenas o aço será sobretaxado, mas também produtos cítricos e cereais exportados para a União Européia causou preocupação ao diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) José Augusto de Castro. "A briga está se generalizando e essa atitude da União Européia pode desencadear um aumento do protecionismo em cadeia no mundo inteiro e sabe Deus onde isso vai parar", afirmou Castro. A Europa decidiu adotar medidas restritivas de importação como retaliação à decisão dos Estados Unidos de sobretaxar e impor cotas às importações de aço. "A Europa está querendo atingir os Estados Unidos e, principalmente, os estados que ajudaram a eleger George W. Bush presidente , mas como não podem impor medidas exclusivamente contra produtos americanos, lamentavelmente seremos atingidos e outros países também", disse Castro. O problema, de acordo com ele, é que os outros países afetados também podem reagir tomando atitudes protecionistas em relação a esses e outros produtos, e, com isso, o comércio mundial ficará cada vez mais difícil. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) já pediu o aumento de tarifa de importação do aço, como reação às medidas americanas e já prevendo um fechamento do mercado europeu e de outros países em resposta aos Estados Unidos. "A AEB ainda não tem opinião sobre esse pedido do IBS. A AEB é sempre favorável ao livre comércio, mas desde qu ele ocorra para todo mundo. Ainda teríamos que avaliar quais os impactos internos de aumento na tarifa de importação ao aço e se há um desvio de produção para o Brasil para nos posicionarmos", disse.

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